Queer #8
Take Um
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Queer #8
5 просмотров · 2 недели назад
Take Um
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No não lugar do insílio criado por uma Cidade do México cinquentista, William Lee (Daniel Craig) extravasa-se no horror a si e à imagem da dissidência que, sexual, seria rejeitada pela estranheza ("queerness") ante tamanha visceralidade. Em "Queer" (MUBI, 2024), a miséria da personagem de Daniel Craig declina-a ao embotamento da solidão dos afetos e da negação da própria diferença, quando Eugene Allerton (Drew Starkey) parece sublimar-lhe o desejo da vida. Interposto ao romance obsessivamente acreditado material, o mistério de quase tão insondável personalidade faz do périplo à Amazônia equatoriana momentum de comunicação cuja linguagem seria coletiva em manifestar-se sujeita no direito à inteireza e ao amar livre. Na fuga traumática de dores e de desertos emocionais, o totêmico objeto de adoração do protagonista transformaria sua busca em continuada estratégia de sobrevivência por inscrevê-la real no sonho mesmo da humanidade plena.
No episódio da semana, converso com meu amigo Alan Alves sobre como o filme de Luca Guadagnino trabalha o problema identitário e a solidão gay entre a proposta da obra homônima de autoria de William S. Burroughs (1952; 1985) a respeito da assunção de performances contra-hegemônicas às masculinidades heterocisnormativas. Nas redes, sigam @alanalveseu e sejam leitoras e leitores dos textos publicados no Cinemação e na newsletter "Não Seja Útil: uma newsletter a favor da mediocridade" (Substack).
TAKE UM #8 no ar!
Arte (miniatura): Roberta Bastos