Chapadão e Pedra do Moleque: o mirante mais famoso de Pipa # Ep. 1538
EXPEDIÇÃO BRASIL DE FRENTE PARA O MAR (Luiz Lunardelli)
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Chapadão e Pedra do Moleque: o mirante mais famoso de Pipa # Ep. 1538
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Olá, amigos do canal:
Hoje chegamos a um dos cenários mais impressionantes de Pipa, no município de Tibau do Sul, Rio Grande do Norte: o famoso Chapadão e o Mirante da Pedra do Moleque! Do alto destas falésias avermelhadas, a paisagem reúne a Praia do Amor, a selvagem Praia das Minas e aquele mar azul que parece ter sido caprichado no controle de cores. Mas atenção: tanta beleza também exige alguns cuidados. Então fique conosco, porque vamos mostrar como chegar, o melhor horário para visitar e os segredos de um dos mirantes mais fotografados do litoral potiguar!
Depois de conhecer a selvagem Praia das Minas, subimos agora para observar toda essa região de um ângulo bem diferente. Estamos no Chapadão de Pipa, um dos cartões-postais mais conhecidos do município de Tibau do Sul, no litoral sul do Rio Grande do Norte. O Chapadão é uma grande área plana sobre as falésias, marcada pelo tom forte da terra avermelhada. Quando essa cor encontra o azul do oceano e o verde da vegetação, surge uma paisagem tão bonita que até quem não gosta de tirar fotografia acaba fazendo umas cinquenta poses diferentes. E ainda diz que foi só para guardar de lembrança! Do alto, temos uma visão privilegiada da Praia do Amor, de um lado, e da Praia das Minas, do outro. Na maré baixa, os recifes ficam mais visíveis e ajudam a formar o famoso desenho de coração que muitos associam à Praia do Amor. Mas é preciso um pouco de boa vontade e imaginação. Afinal, a natureza desenha muito bem, porém ainda não fez curso de anatomia.
Na base da falésia está a Pedra do Moleque, uma formação rochosa que marca a transição entre a Praia do Amor e a Praia das Minas. Segundo uma conhecida tradição local, seu formato lembraria uma pipa, nome antigo dado a um barril de madeira. Navegadores que passavam pela costa teriam usado a pedra como referência e, com o tempo, o nome acabou associado à antiga vila de pescadores. É uma história repetida há gerações e que ajuda a aumentar ainda mais o encanto do lugar. Chegar ao Chapadão é relativamente fácil. Saindo do centro de Pipa, o visitante pode vir a pé, de bicicleta, carro comum, táxi, buggy ou jardineira. O acesso pela parte alta segue pelas ruas da vila, e não é necessário veículo com tração nas quatro rodas. Para quem vem caminhando, o tempo depende do ponto de partida e também da disposição para enfrentar algumas subidas. Outra possibilidade é chegar pela Praia do Amor durante a maré baixa e utilizar o acesso que leva ao alto da falésia. Antes de fazer esse caminho, é indispensável consultar a tábua de marés. O mar sobe depressa, reduz a faixa de areia e pode transformar uma caminhada tranquila numa espécie de prova surpresa — sem medalha e com o tênis molhado.
O Chapadão pode ser visitado durante todo o dia, mas o início da manhã costuma oferecer temperaturas mais agradáveis, luz bonita e menos movimento. O nascer do sol é um espetáculo especial, mas o horário varia conforme a época do ano. Consulte a previsão, chegue um pouco antes e leve água, chapéu, protetor solar e disposição para acordar quando até o galo ainda está pensando no assunto. No final da tarde, a luz também realça as cores das falésias. Como a costa está voltada para o oceano, porém, o sol não desaparece diretamente sobre o mar. Mesmo assim, o cenário continua maravilhoso.
Agora vem o aviso mais importante: boa parte do Chapadão não possui cercas ou barreiras junto às bordas. As falésias sofrem erosão natural, podem apresentar rachaduras e suas extremidades nem sempre são firmes. Por isso, mantenha distância segura do precipício, não sente na beirada e redobre os cuidados com crianças. Nenhuma fotografia merece virar uma aventura para os bombeiros. Também evite caminhar junto à base das falésias, subir pelas encostas ou retirar pedaços das formações. Além de perigoso, isso prejudica um ambiente natural que levou milhares de anos para adquirir sua aparência atual. O local possui pouca sombra e estrutura turística limitada. Portanto, leve o necessário, recolha todo o lixo e ajude a conservar a paisagem. O Chapadão e a Pedra do Moleque mostram que Pipa vai muito além de praias e vida noturna. Aqui do alto, diante da imensidão do litoral potiguar, a gente percebe que a natureza continua sendo a verdadeira dona do espetáculo — e não cobra ingresso!
E assim encerramos nossa visita ao Chapadão de Pipa e ao Mirante da Pedra do Moleque, dois lugares onde a natureza caprichou nas cores, na paisagem e também na altura — portanto, admire bastante, mas sempre longe da borda! Se você gostou de conhecer mais este pedaço do litoral brasileiro com a nossa família, deixe seu like, escreva nos comentários o que mais chamou sua atenção e compartilhe este vídeo com os amigos. E, se ainda não faz parte da nossa viagem, inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar os próximos episódios . Nós somos Luiz, Diva e Gabriel Lunardelli, uma família de Santa Catarina percorrendo o litoral brasileiro, do Chuí ao Oiapoque.