Vincent van Gogh — O gênio atormentado que só foi compreendido após a morte
História com Rafael Cerqueira
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Vincent van Gogh — O gênio atormentado que só foi compreendido após a morte
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História com Rafael Cerqueira
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Entre 1853 e 1890, a Europa viveu o século do vapor, das grandes exposições e das imagens impressas aos milhares. Nos Países Baixos, na Bélgica e na França, a indústria do carvão, o romance naturalista de Zola, a febre japonesa de Paris e a última exposição dos impressionistas mudavam a maneira de ver o mundo. Era também o tempo dos primeiros asilos modernos e da Torre Eiffel.
Vincent van Gogh, filho de um pastor protestante no Brabante católico, atravessou essa época por inteiro. Foi vendedor de reproduções na firma Goupil, pregador entre os mineiros do Borinage depois da catástrofe da mina da Agrappe, pintor dos camponeses em Nuenen e aluno da cor em Paris, ao lado de Theo, Émile Bernard e Paul Gauguin. O seu zênite veio em Arles, em 1888, com os girassóis, a casa amarela e o sonho do ateliê do Sul, exatamente quando a vanguarda trocava a natureza pela imaginação. Seguiram-se a noite da orelha, o asilo de Saint-Rémy, a Noite Estrelada, o artigo de Albert Aurier, a única venda registrada e os últimos campos de trigo em Auvers-sur-Oise. Johanna van Gogh-Bonger salvou a obra e as cartas, e hoje o Museu de Arte de São Paulo, o MASP, guarda telas como A Arlesiana e O Escolar.
Van Gogh foi o espelho do século dezenove, um espelho em que esse século se recusou a olhar e no qual o século seguinte se reconheceu.
Roteiro de Rafael Cerqueira, construído a partir de cartas, jornais, registros e documentos da própria época.
Texto, narração e montagem pertencem a este canal; a reprodução, no todo ou em parte, depende de autorização prévia.
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