O Campeão do Mundo de 1958 que o Brasil ESQUECEU | ORECO | T2 EP03
Futebol - Histórias que meu pai contou
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O Campeão do Mundo de 1958 que o Brasil ESQUECEU | ORECO | T2 EP03
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Futebol - Histórias que meu pai contou
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3º episódio da 2ª temporada — Futebol: Histórias que meu pai contou**
Neste episódio, você vai conhecer a história de Oreco, um dos grandes laterais-esquerdos do futebol brasileiro dos anos 1950 e 1960.
Nascido em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Waldemar Rodrigues Martins, o Oreco, começou muito cedo no futebol e construiu uma trajetória que o levaria ao Internacional, ao Corinthians e, finalmente, à Seleção Brasileira.
Canhoto, habilidoso, leal e extremamente tranquilo, Oreco era conhecido principalmente pela eficiência na marcação. Mas não era apenas um marcador. Gostava de participar das jogadas ofensivas e tinha uma característica que chamava a atenção: muitas vezes deixava a bola passar entre as pernas para facilitar a sequência da jogada.
No Internacional, tornou-se um dos grandes nomes do futebol gaúcho e conquistou cinco Campeonatos Gaúchos, em 1950, 1951, 1952, 1953 e 1955.
Em 1957, chegou ao Corinthians, onde permaneceu durante oito anos. Não conquistou títulos pelo clube, mas conquistou algo que, para muitos torcedores, vale tanto quanto uma taça: o respeito e o carinho da torcida corintiana.
Oreco era visto como um jogador que representava a raça, a entrega e a personalidade do Corinthians.
E então veio o momento que mudaria para sempre sua história.
Em 1958, Oreco foi convocado para a Copa do Mundo da Suécia e fez parte da Seleção Brasileira campeã mundial. Era o reserva imediato de Nilton Santos, um dos maiores laterais da história do futebol brasileiro. Oreco não entrou em campo naquela Copa, mas tornou-se o primeiro jogador nascido no Rio Grande do Sul a conquistar uma Copa do Mundo.
Depois do Corinthians, Oreco ainda levou seu futebol para o exterior.
Passou pelo Millonarios, da Colômbia, e depois chegou ao Toluca, do México, onde viveu mais um capítulo extraordinário de sua carreira: foi bicampeão mexicano, em 1967 e 1968.
Mais tarde, atravessou novamente as fronteiras e foi jogar nos Estados Unidos, defendendo o Dallas Tornado, clube pelo qual conquistou o campeonato da NASL em 1971.
Mas a história de Oreco não termina nos títulos.
Ela permanece em Santa Maria, cidade onde tudo começou e onde seu nome continua sendo lembrado. O menino que começou a jogar futebol no interior do Rio Grande do Sul acabou chegando ao topo do mundo.
Um campeão mundial que quase não jogou a Copa.
Um ídolo que não ganhou títulos pelo Corinthians.
Um lateral que atravessou fronteiras.
E um gaúcho que nunca deixou de carregar Santa Maria consigo.
Essa é a história de Oreco.
📺 Episódio 3 - 2ª Temporada: Futebol - Histórias que meu pai contou de "João dos Santos Júnior"
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