BIOLOGIA INSANA: O Paradoxo do Verme da Areia de DUNA
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BIOLOGIA INSANA: O Paradoxo do Verme da Areia de DUNA
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Os Shai-Hulud, também conhecidos como vermes da areia, são considerados o organismo mais importante de todo o universo de Duna, pois são eles que criam uma substancia arenosa muito preciosa, com inúmeros benefícios e capacidade de uso. Claro, este não é o universo como conhecemos, mas o do mundo de ficção científica de Duna, que Frank Herbert criou e se estendeu muito além das páginas de um livro ate alcançar as telas de cinema e TV.
Porém não iremos falar sobre um universo tecnológico futurista, hoje conheceremos os detalhes sobre a biologia da criatura mais renomada dessa ficção. O que tem de real nesse mostro? Ele é baseado em qual animal de nosso mundo conhecido? E quão incrível é a mente que o criou?
O que sabemos é que os vermes da areia estão entre os maiores animais do universo, seus tamanhos variam de 100 a mais de 400 metros de comprimento, e os mais antigos chegam a 2000 metros!
Os livros detalhado essa criatura da seguinte forma:
A pele dele é uma camada grossa de escamas gigantes, com cada uma medindo entre 1 e 3 metros de largura. Essas escamas formam uma armadura super resistente, capaz de proteger o verme-da-areia do desgaste provocado pelo ambiente árido em que vive. Cada parte do seu corpo funciona de forma independente, ou seja, abate-lo não é tarefa simples.
As bocas desses vermes podem abrir até impressionantes 80 metros de largura e são forradas com dentes afiados como cristal, fortes o suficiente para triturar tanto pessoas quanto veículos.
Se der sorte, você pode perceber a aproximação de um deles a tempo de fugir. Eles costumam gerar faíscas de eletricidade estática que parecem pequenos relâmpagos e exalam um cheiro forte de especiaria, enchendo o ar. Quando você sentir a areia tremendo sob seus pés, pode ser o sinal de que já é tarde demais para correr.
Apesar do tamanho colossal, esses seres começam a vida de uma forma bem menor. Na fase inicial, eles são apenas plâncton da areia, minúsculos organismos que se alimentam de microorganismos espalhados pela superfície do deserto.
Nesse estágio, o verme é descrito como uma mistura de planta e animal, pois depende do ambiente para fazer seus processos fisiológicos, assim como uma planta depende do sol para a fotossíntese.
Para produzir as especiarias, a substancia que todo ser vivo do universo esta atras, os vermes formam pequenas bolsas de água na areia que, ao se misturar com a bile deles, se transforma em uma pré-especiaria.
Além disso, essas misturas liberam gases que, com o tempo, se acumulam e provocam explosões de especiaria, fazendo com que a pré-especiaria seja lançada para a superfície em erupções perigosas. Quando exposta ao sol e ao ar, essa substância se converte na especiaria propriamente dita. Uma areia colorida que serve como medicação ate combustível fóssil. Apesar de muitos vermes de areia não sobreviverem a essa fase inicial de suas vidas devido a essas explosões, algumas resistem e crescem, evoluindo para os gigantescos vermes.
Embora esses detalhes já forneçam material suficiente para uma série de livros, ainda faltam explicações mais aprofundadas sobre a biologia única dos vermes-da-areia de Duna. Por sorte, os fãs dessa ficção, que incluem profissionais de diversas áreas como biologia, dedicam-se a explorar e a esclarecer as dúvidas deixadas pelo autor, aplicando seus conhecimentos sobre a vida animal na Terra para preencher essas lacunas.
Muita gente se pergunta como os vermes-da-areia conseguem ser tão gigantescos. Na Terra, o maior animal terrestre que se conhece foi o dinossauro Argentinosaurus, que ainda não teve um esqueleto completo encontrado.
As estimativas atuais, baseadas nos fósseis descobertos, sugerem que ele media entre 37 a 40 metros de comprimento e pesava entre 90 a 100 toneladas. No oceano, os animais podem ser ainda maiores, pois a água ajuda a suportar o peso deles. Isso explica por que a maior criatura viva da Terra, a baleia-azul, pode chegar a 33 metros de comprimento e pesar até 180 toneladas.
No entanto, os vermes-da-areia são ainda maiores que isso. Surge então a pergunta: é realmente possível um animal alcançar esse tamanho gigantesco?
Tecnicamente, sim, mas ele teria que superar uma série de desafios biológicos e mecânicos. Um dos maiores desafios seria ter uma estrutura de suporte.
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