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O colar de pérolas e a tragédia da vaidade em Guy de Maupassant

Adelmo Marcos Rossi

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O colar de pérolas e a tragédia da vaidade em Guy de Maupassant

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Adelmo Marcos Rossi
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As mulheres não têm casta, nem raça: a beleza, o encanto pessoal serve-lhe de nas-cimento e de família O Duplo e o Narcisismo; A Autoimagem como Duplo do corpo; O Duplo e a consciência moral Sua aristo¬cracia natural, sua instintiva elegância, sua agilidade de espírito constituem a única hierarquia e fazem da mais ínfima filha do povo uma fidalga. sofria pela pobreza de sua casa, pela simplicidade de seus móveis "Oh!... sopa de legumes! Não há outra de que mais goste" Tinha uma amiga rica, uma antiga companheira de colégio, que desposara um milionário "O ministro da Instrução Pública convida o sr. e a sra. Loisel para um baile que se realiza segunda-feira, 18 de setembro, no palácio do mi¬nistério". alta sociedade O próprio minis¬tro notou-a e dirigiu-lhe um cumpri¬mento galante. A vitória de sua beleza, esse triunfo tão doce ao coração de todas as mulhe¬res. Desde a meia noite, seu esposo cochilava em um pequeno salão, com outros maridos preguiçosos. O colar desaparecera de seu pescoço. Matilde aceitou estoicamente a si¬tuação. — E o mais cu¬rioso é que passei¬-os por tua causa. — Não e possí¬vel. Que te fiz eu? — Mas, minha querida... minha pobre querida. O meu era falso. Poderia valer, no máximo, uns quinhentos francos.