Перейти к содержимому

Desafio dos Fortes 2025

Marcão MTB

0:00 / 0:00

Desafio dos Fortes 2025

844 просмотра · 1 год назад
Marcão MTB
3,98 тыс. подписчиков
844 просмотра · 1 год назад
Desafio dos Fortes, etapa Várzea do Lobo, está na 11ª edição e foi realizado na charmosa cidade goiana de Pirenópolis. Com 98 km e 2200m de altimetria, reúne estradão, trilha, descidas insanas e morro, muito morro. A largada já é uma parede. Validada pelo ranking goiano de MTB nível C3 e organizada por “Barrão”, empresário local e entusiasta do ciclismo. A festa reúne ciclistas profissionais e amadores de todas as regiões, principalmente Goiânia e Brasília. Vários dos meus heróis do esporte estavam lá, a poucos metros, concentrados e se preparando para o desafio. Não rolou de tietar, fazer vídeo, ficou só no pessoal. Sorry, sou tímido. Eu estava ansioso demais, acordei cedo, aqueci (até mais do que deveria), mas de boa, sem forçar nada. Me preparei com treinos gradativamente mais intensos, com mais altimetria, tentando imitar as condições da prova. Foi a primeira prova de ciclismo que participei na vida, no dia que fiz 54 anos de idade. O limite de idade para fazer a prova no circuito completo. Isso numa hardtail (bike com suspensão apenas na dianteira). O primeiro desafio é absurdo: a largada é no início da subida para o Parque Estadual dos Pirineus, um morro em estrada de barro, muito íngreme de 17km até o pico, sendo 7 km de subida contínua até o mirante do ventilador, ponto turístico com vista de Pirenópolis. Subi muito bem, me sentia muito bem, estava com uma média de velocidade boa e confortável, dentro do que havia treinado. Aos 27 km, o primeiro ponto de apoio e início de uma série de erros que me custaram muito. Até a metade da prova estava tranquilo, passei vários atletas, me sentia bem. Mas um pequeno e sutil sinal ignorado por mim foi fatal: uma fisgada na coxa, um sinal de câimbra. Eu levei cápsula de sal e sachê de mostarda - que elimina a dor instantaneamente - e deveria ter usado. E caiu um temporal. Aí foi um erro atrás do outro. Parei para colocar um corta-vento, o que não era uma ideia ruim, pois me manteria aquecido, mas demorei muito nesse processo e nem sei dizer porque. Esfriei. Vi vários ciclistas passando. Desanimei. As câimbras vieram com tudo, agora nas duas pernas. Desabei. A mostarda funciona, tirava a dor, mas assim que voltava pra bike, imediatamente as dores paralisantes voltavam. Devo ter ficado ali, sentado no meio da estrada, chovendo, xingando, sofrendo principalmente psicologicamente por uns 45 min. Era o fim da prova pra mim, eu sabia disso. E foi o fim dos únicos dois sachês de mostarda e as duas capsulas de sal que levei também. As massagens que inventei ajudaram e consegui voltar para a bike, mas me arrastando. Nem de perto a média de velocidade que estava fazendo antes. Cabe relatar que raramente tenho câimbras. Diariamente tomo cápsulas de cloreto de magnésio, para reforçar o sistema. Foi atípico: o esforço fora do comum e a variação brusca de temperatura por causa da chuva gelada pode ajudar a explicar. Fato é que tinha metade da prova pra chegar, ou pelo menos 18km até o próximo ponto de apoio e pedir ajuda. Arregar, desistir. Mas algo transformador dentro de mim aconteceu, algo sobre-humano: as dores diminuiriam e me animei com o downhill em single track na chuva que fiz. Cheguei ao ponto de apoio e fiquei por lá por muito tempo. Vi os últimos atletas chegando. Eles não sabiam, mas eu estava em luta interna pra não desistir. E se as dores voltassem? Peguei a bike e enfrentei a pior subida do desafio, na minha opinião, 8km de subida entre o km 60 e o km 78. Tinha umas poucas descidas. Foi aí até o joelho esquerdo começou a doer muito. E até agora, 1/5, quando escrevo este post, continua doendo. Faz alguns dias eu caí na ciclovia e um parque (sim, vida de peba é assim) e para minha defesa estava chovendo e muito liso. Bati o joelho no chão a exatos 32 km/h (segundo o GPS) e tratei as feridas como arranhões, nem procurei ortopedia. No último ponto de apoio, no km 78, conheci Pedro Henrique, que estava exausto. Foi fundamental o apoio psicológico mútuo, a força de vontade, porque a carcaça, meu amigo, não tinha mais glicogênio. Mas as câimbras não voltaram, ficaram só nas doloridas fisgadas. Chegamos. Oficialmente os últimos colocados. Fomos recebidos por ninguém menos que o multicampeão Abraão Azevedo, que nos entregou medalhas e registrou-nos oficialmente como finishers. Não registrei esse momento mágico, estava exausto, desculpem por isso. Ano que vem estarei lá. A partir de agora, todos os meus treinos serão voltados à melhoria dos meus fundamentos. Subestimei. Apanhei. Sofri. Aprendi. Eu não estava pronto para a prova. Mas vou estar. Espero que te ajude, de alguma forma. Não é fácil expor minhas fraquezas, admitir que sou muito mais peba que achava que era. Perfil no Strava do Marco:   / strava   Strava dessa atividade:   / strava   #mtb #ciclismo #mtblife #pedal #mtbbsb #mtbgo #pirenopolis #piri #prova #desafiodosfortes #desafiodosfortes2025