BRASIL, 1830: Fumar MACONHA Já Dava CADEIA… Mas Para QUEM?
GEO Cannabis
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BRASIL, 1830: Fumar MACONHA Já Dava CADEIA… Mas Para QUEM?
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Em 1830, fumar o chamado “pito do pango” já podia render três dias de cadeia no Rio de Janeiro. Mas um detalhe chama atenção: a regra mencionava explicitamente os escravizados. Quem as autoridades pretendiam atingir?
Neste documentário, investigamos uma das primeiras proibições da maconha no Brasil e sua relação com a escravidão, o controle das ruas e as desigualdades da capital do Império. Uma história em que a punição mudava conforme o papel de cada pessoa: para o vendedor, multa; para o usuário, prisão.
O que dizia aquela norma? Por que ela destacava os escravizados? E como uma postura municipal se relaciona com a história posterior da criminalização da cannabis?
A regra de 1830 era municipal, não uma proibição nacional. Seu texto mencionava escravizados e outras pessoas, sem restringir a prisão exclusivamente à população negra. Entender esses detalhes ajuda a revelar o peso histórico do documento.
Inscreva-se para descobrir outras histórias pouco contadas sobre a cannabis e o Brasil. Você sabia que essa proibição existia há quase duzentos anos?
FONTES E REFERÊNCIAS
• Luísa Saad — “Fumo de negro”: a criminalização da maconha no pós-abolição. Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA).
• EDUFBA — Entrevista com a historiadora Luísa Saad, com discussão da postura municipal de 1830 e da expressão “escravos e mais pessoas”.
• Arquivo Nacional — “O combate aos ajuntamentos na cidade do Rio de Janeiro (1831–1837)”. Contexto de vigilância, controle urbano e sociabilidade na capital do Império.
• Câmara dos Deputados — Decreto nº 20.930, de 11 de janeiro de 1932. Legislação histórica sobre fiscalização de substâncias entorpecentes.
As cenas de reconstituição ilustram o contexto histórico e não representam registros de prisões específicas.