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A Jornada começa antes da Jornada | Arquitetura do Invisível #04

Henrique Dias

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A Jornada começa antes da Jornada | Arquitetura do Invisível #04

59 просмотров · 6 дней назад
Henrique Dias
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Será que a jornada do seu cliente realmente começa quando ele toca no seu produto? Neste quarto ensaio da temporada Arquitetura do Invisível, convido você a dar um passo atrás e questionar tudo o que nos ensinaram sobre mapeamento de jornadas. Se você trabalha com design, tecnologia, marketing ou negócios, este ensaio é um chamado para abandonar as métricas de vaidade e encarar a complexidade humana de frente. A verdade incômoda é que as nossas expectativas e decisões de consumo são esculpidas muito antes do primeiro contato com uma marca, elas começam na nossa infância, alimentadas por crenças, histórias familiares e pela cultura em que estamos imersos. Para explicar isso na prática, eu apresento a Metáfora da Maçã: se a cultura de uma pessoa a ensina que a maçã representa o "fruto do pecado", a experiência física de mordê-la nunca será puramente biológica; ela virá acompanhada de um sentimento invisível de culpa ou rejeição. Quando ignoramos esse contexto ao projetar um produto ou mapear um serviço, corremos o risco de fazer leituras imprecisas que levam novas ideias ao fracasso. O que você vai descobrir neste ensaio: O limite do UX Research tradicional: por que o NPS e os dados estatísticos reduzem a experiência humana a um frio substrato numérico. O que o Design tem a aprender com a Antropologia: como as ciências sociais nos ensinam a fazer perguntas eficientes, limpando nossos vieses de designer. Diálogo e Escuta Real: reflexões inspiradas pelas minhas conversas com meu irmão antropólogo (indigenista na FUNAI há mais de 10 anos) sobre imersão e entendimento do bioma do outro. Ao final, deixo uma pergunta fundamental no ar: *Nós estamos verdadeiramente desenhando jornadas ou estamos apenas interpretando histórias?* --- SOBRE O CANAL: Olá, eu sou Henrique Dias, Aquele Que Cria. Minha trajetória é pautada por usar o Design Estratégico, o Storytelling e a Liderança Criativa para estruturar decisões consistentes e humanas no mercado corporativo. 🔔 Inscreva-se no canal, deixe o seu like e compartilhe com sua comunidade de tecnologia e inovação! 💬 Participe: Deixe nos comentários como o seu time faz hoje para mapear a real experiência de quem usa a sua marca. --- 📚 **REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (Para ir mais fundo): 1. MADSBERG, Christian. "Sensemaking: O poder das humanidades na era dos algoritmos." Por que ler: o autor defende exatamente a tese do vídeo: a dependência cega de dados quantitativos e dashboards faz as empresas perderem a sensibilidade cultural. Ele propõe o uso das ciências humanas para decifrar o comportamento real de clientes. 2. LADNER, Sam. "Practical Ethnography: A Guide to Doing Qualitative Research in the Real World." Por que ler: um guia essencial sobre como aplicar a etnografia (método antropológico de imersão e observação participante) no dia a dia da pesquisa de experiência e design de produto. 3. GUNN, Wendy; OTTO, Ton; SMITH, Rachel Charlotte. "Design Anthropology: Theory and Practice" Por que ler: explora o cruzamento metodológico e teórico entre o design e a antropologia, ensinando como projetar soluções baseadas nas transformações sociais e nas práticas culturais cotidianas das comunidades. 4. GEERTZ, Clifford. "A Interpretação das Culturas." Por que ler: obra clássica das ciências sociais. Geertz define a cultura como uma "teia de significados" que o próprio homem teceu. Fundamental para entender como as pessoas interpretam e dão sentido aos símbolos ao seu redor (como o exemplo da maçã). 5. HALL, Erika. "Just Enough Research" (Pesquisa Concreta) Por que ler: mostra como conduzir pesquisas qualitativas enxutas e eficientes que vão muito além de métricas numéricas ou pesquisas de satisfação superficiais.