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EPISÓDIO 1 - POR QUE O IBS E A CBS EXIGIRÃO UM NOVO MODELO DE GESTÃO NAS EMPRESAS?

Stratégia Contábil

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EPISÓDIO 1 - POR QUE O IBS E A CBS EXIGIRÃO UM NOVO MODELO DE GESTÃO NAS EMPRESAS?

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ABERTURA Quando falamos sobre Reforma Tributária, a maioria dos empresários imediatamente pensa em uma única pergunta: Vou pagar mais ou menos imposto? Logo penso: Sim... esta pergunta é legítima; mas talvez não seja a mais importante. Sabe por quê? Porque a Reforma Tributária não representa apenas uma mudança de tributos. Ela representa uma mudança na forma como as empresas precisarão administrar informações, processos, custos, fornecedores, preços e até mesmo suas estratégias de crescimento. E tudo começa com duas siglas que passaram a fazer parte do nosso cotidiano: IBS e CBS. O QUE SÃO IBS E CBS? A Reforma Tributária criou um modelo conhecido como IVA Dual. Na prática, teremos dois novos tributos sobre o consumo. A CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal, substituirá efetivamente em janeiro de 2027 a PIS e a Cofins, cujas alíquotas o governo ainda não nos apresentou. E o IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, administrado por Estados e Municípios, substituirá gradualmente o ICMS e o ISS até o final de 2033 O objetivo é simplificar o sistema atual, reduzindo distorções e permitindo uma tributação mais uniforme sobre o consumo. Pelo menos essa é a proposta. Mas para o empresário, a questão mais relevante não é decorar conceitos. A questão é entender como isso impactará a gestão da empresa. O QUE MUDA NA PRÁTICA? da área financeira; do comercial; das compras; da tecnologia; da controladoria. Estamos falando de uma transformação empresarial. Não apenas tributária. O QUE TENHO OBSERVADO NOS CLIENTES MAIS PREPARADOS? Os empresários mais atentos não estão esperando a transição avançar para começar a agir. Eles estão começando a responder perguntas importantes. Por exemplo: Nossa empresa tem um cadastro confiável de produtos e serviços? Conhecemos nossa rentabilidade por linha de negócio? Nosso ERP está preparado para as futuras exigências? Nossos relatórios gerenciais são confiáveis? Sabemos quais custos e despesas podem gerar créditos? Essas perguntas parecem administrativas. Mas estão diretamente ligadas à Reforma Tributária. Porque o novo sistema dependerá cada vez mais de informações consistentes. ORIENTAÇÃO PRÁTICA Se eu pudesse recomendar apenas uma ação após este vídeo, seria a seguinte: Monte um grupo interno de acompanhamento da Reforma Tributária. Mesmo que seja uma empresa de menor porte. Esse grupo deve envolver: direção; financeiro; Hoje, muitas empresas administram seus tributos quase como uma obrigação acessória. O fiscal apura, A contabilidade registra e o empresário acompanha o resultado. No novo modelo isso tende a mudar. A lógica do IBS e da CBS foi construída sobre um sistema de créditos muito mais amplo do que o que conhecemos atualmente. Isso significa que a qualidade das informações da empresa passa a ter enorme importância. Um cadastro incorreto. Um documento mal registrado. Uma classificação inadequada. Tudo isso poderá comprometer créditos tributários e impactar resultados. Perceba uma coisa importante. A discussão deixa de ser apenas tributária. Ela passa a ser operacional. O EMPRESÁRIO PRECISARÁ PARTICIPAR Existe uma percepção comum de que a Reforma Tributária será resolvida pelo contador. Mas eu gostaria de fazer uma reflexão. Quem define os preços da empresa? Quem decide quais produtos terão prioridade? Quem escolhe os fornecedores? Quem aprova investimentos em tecnologia? Quem define a estratégia comercial? É o empresário. Por isso, a adaptação à Reforma Tributária não será responsabilidade exclusiva do departamento fiscal. Ela exigirá participação: dos sócios; fiscal; comercial; tecnologia, quando possível. O objetivo não é estudar a legislação todos os dias. O objetivo é compreender quais áreas da empresa serão impactadas e como se preparar gradualmente. ENCERRAMENTO Quero concluir deixando uma mensagem muito importante. O IBS e a CBS não representarão apenas uma troca de siglas. Eles introduzem uma nova lógica de funcionamento para a tributação do consumo no Brasil. E essa nova lógica exigirá empresas mais organizadas, mais integradas e mais preparadas para trabalhar com informações de qualidade. Talvez a pergunta mais importante não seja: "Quanto imposto minha empresa vai pagar?" Mas sim: "Minha empresa está preparada para operar dentro desse novo modelo?" Essa é a discussão que todo empresário deveria começar a fazer desde agora.