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Reino de Iansã e Juremita leva ancestralidade e memória à Semana de Combate à Intolerância Religiosa

PROJETO Muana Oya

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Reino de Iansã e Juremita leva ancestralidade e memória à Semana de Combate à Intolerância Religiosa

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PROJETO Muana Oya
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Reino de Iansã e Juremita leva ancestralidade, arte e memória à Semana de Combate à Intolerância Religiosa O Reino de Iansã e Juremita participou da Semana de Combate à Intolerância Religiosa, em Rio Grande, compartilhando saberes, expressões culturais e a força de uma história construída por gerações de mulheres negras. Com a presença de Mãe Jane do Bará e Eneida Guterres Menezes, Eneida de Oxalá, a participação do Reino reuniu memória, espiritualidade e valorização da cultura afro-gaúcha. No xirê, Rosa Inês Menezes Vaz, Rosa do Bará, foi a única mulher a tocar tambor, afirmando também o protagonismo feminino na preservação e na transmissão desses saberes. A assemblagem “Entre Lanceiros e Quitandeiras – Assemblagem Afro-Gaúcha” trouxe a memória dos Lanceiros Negros e das mulheres negras que, com trabalho, resistência e organização comunitária, ajudaram a construir nossa história. A participação da KEMET — Persistência Negra ampliou esse encontro entre arte, território e ancestralidade. A programação contou com representantes de diferentes religiões e da sociedade civil, além de autoridades como a prefeita Darlene Torrada, a secretária de Cultura Rita Patta Rache e Chendler Siqueira, da Coordenadoria de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial. A presença de diferentes setores reforçou a importância do compromisso coletivo com a liberdade de crença e o enfrentamento ao racismo religioso. As fotos e os vídeos registram momentos dessa participação: os encontros, os tambores, as expressões de fé e a partilha de conhecimentos que mantêm viva a história do Reino. Que o respeito celebrado durante essa semana esteja presente todos os dias, nas escolas, nas instituições, nos espaços públicos e nas relações entre as pessoas. Respeitar os povos de terreiro é reconhecer sua dignidade, sua história e seu direito de existir e transmitir seus saberes às próximas gerações.