Inútil | Rap Português
Fábio Teixeira
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Inútil | Rap Português
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Fábio Teixeira
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Letra:
Refrão
Amar-te foi a coisa mais inútil da minha vida,
anos a insistir num coração onde nunca tive lugar.
Esperei por alguém que nunca me quis amar,
dei tudo a quem só soube receber, nunca soube dar.
Fiquei quando era mais fácil ir,
aguentei silêncios só para não desistir.
Chamavam-me tolo, eu chamava a isso amor,
mas era só medo de aceitar a dor.
Defendi-te sem plateia, sem razão,
enquanto tu vivias leve, sem noção.
Eu fazia planos, tu vivias o momento,
eu a construir futuro, tu só passatempos.
Refrão
Amar-te foi a coisa mais inútil da minha vida,
esperei por gestos que nunca vieram.
Nunca foste embora, nunca ficaste também,
mantiveste-me perto só para não ficares sem ninguém.
Nunca ficaste também.
Nunca ficaste também.
Nunca me escolheste, só me deixaste ficar,
como quem deixa a luz acesa para não tropeçar.
Vinhas quando doía, saías quando passava,
eu chamava amor, tu chamavas nada.
Não mentiste, é verdade,
só nunca tiveste coragem.
Gostavas de ser amado, isso eu vi,
amar de volta nunca foi para ti.
Refrão
Amar-te foi a coisa mais inútil da minha vida,
anos a tentar ser casa para quem vivia na rua.
Nunca foi falta de amor, foi excesso mal dado,
eu inteiro por amor a quem
sempre esteve pela metade.
Demorei anos a perceber,
não por cegueira, mas por querer crer.
Há pessoas que não quebram corações,
só os usam enquanto lhes dão jeito.
Hoje não fico, não espero, não insisto,
o amor não é prova, nem sacrifício.
Amar-te foi inútil, sim…
mas ficar teria sido pior para mim.
Refrão
Amar-te foi a coisa mais inútil da minha vida,
anos a insistir num coração onde nunca tive lugar.
Esperei por alguém que nunca me quis amar,
dei tudo a quem só soube receber, nunca soube dar.
Nunca soube dar.
Letra do escritor Fábio Teixeira