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Eduardo Carvalho Gomes - Ao Encontro da Minha Cidade

Eduardo Carvalho Gomes CanalOficial

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Eduardo Carvalho Gomes - Ao Encontro da Minha Cidade

15 просмотров · 4 дня назад
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Autoria da Poesia, Fotos e Montagem do Vídeo: Eduardo Carvalho Gomes AO ENCONTRO DA MINHA CIDADE Acordo pela manhã Por entre as portadas da janela Sinto um trago de sol Que me banha o rosto Que me aquece e revigora Que me transporta para a vida. Enquanto vou pisando a briosa calçada Caminhando despreocupadamente Observando o que me envolve Pessoas movimentam-se atarefadas No sentido dos pontos cardeais Cruzando-se anonimamente. Num frenesim de cores e buzinas Formigas de metal roncam seus motores Num para e arranca citadino Cumprindo o vermelho, amarelo e verde Abre-se uma porta, meninos, meninas Alegria no rosto, saco a tiracolo, vão à lição. Apelativa tentação nas montras De tudo um pouco e para todos Ilusão na mente do consumidor Vestidos, blusas, casacos, calças... Botas, sapatos, chinelos, chapéus... Último estilo em moda de homem e senhora... Ui... que cheirinho a pão quente! Aquela obra de arte, bolo de chocolate Torta, toucinho do céu, tudo divinal... Os irresistíveis doces conventuais Que adoçam não só bocas gulosas Mas também alegram o coração do povo. Na esplanada, franca cavaqueira Fala-se do vizinho, da vizinha Do penálti e fora de jogo Do político e da política Do mal feito, deveria ser feito e ficou por fazer Do jardim que passou a betão... Ali, o coreto, agora triste, sem música Que acordado, é movimento e alegria Mas está lá, manifesta-se pela presença Diz-se, o coreto é nosso, é de todos É uma parte da vida das gentes da terra Que nos traz sempre boas recordações. Sentados, anciãos conversam do passado, A coberto de frondosas árvores que bailam E falam no silêncio da noite Vigiadas por estrelas que brilham, Casos de um passado longínquo Tão próximo que lhes parece presente. Bandos de pombas sobrevoam em círculos Outras caminham apressadas pela calçada Procurando o sustento que a criança oferece Esvoaçando, cada uma esforça-se pelo seu quinhão Na luta pela sobrevivência, algumas levantam voo Levam o alimento aos filhotes que esperam nos ninhos. Levanto os olhos, à minha frente vejo verde Um manto vasto de vegetação montanhosa Sobre esta, a divina cruz imponente e magistral Confundindo-se já com um infindável azul celestial O seu grande amigo, a sua primeira visita é o sol Que diariamente lhe traz cumprimento matinal. Continuo a minha caminhada rumo aos espaços verdes Que se espalham pelos sete cantos da cidade. No Parque da Cidade, crianças jogam à bola com os pais, São espalhados os farnéis para deleite amigável e familiar, Praticantes da manutenção tratam do exercício ao corpo, No lago passeiam-se patos vaidosos aos olhos observadores. Num bater de asas suave e silencioso Gaivotas presenteiam-nos com um pipilar calmo Nos ramos das árvores os passarinhos chilreiam O bico amarelo do negro melro canta melodiosamente O discreto tordo preenche-nos com os seus diversos trucilares, Num ambiente que nos reconforta o corpo e a alma. Neste meu caminhar, vislumbro museus, igrejas, capelas Cruzeiros, muralhas, monumentos, história... E, assim, à minha cidade culturalmente enfeitada Com as tradições seculares de um povo exemplar Com a vontade sempre presente e firme de a elevar Vou escrevendo da Cidade Berço, a sua gloriosa memória!