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Arquitetura Tradicional da China e do Japão

Victor Godoy

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Arquitetura Tradicional da China e do Japão

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Victor Godoy
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Embora a civilização da China tenha se desenvolvido um pouco mais tarde do que no sudeste asiático, na Mesopotâmia e no Egito, ela se distingue das demais civilizações por ter mantido o mais alto grau de continuidade cultural ao longo dos seus quatro mil anos de existência. As tradições da arquitetura chinesa se mantiveram incrivelmente estáveis ao longo dos séculos até a intrusão forçada da cultura ocidental, no século 19 e a deposição do último imperador, em 1911. Pouco se sabe sobre as edificações do período anterior a 2000 a.C., visto que muitos dos sítios permanecem ocupados e ainda não foram feitas as escavações necessárias para se compreender a arquitetura chinesa primitiva. Os vestígios mais antigos que temos, de 2000 a.C., são de pequenas casas circulares e retangulares ao longo do Vale do Rio Amarelo, no nordeste da China. As edificações chinesas remanescentes mais antigas datam somente do século VI d.C., porque a madeira era o principal material da arquitetura chinesa primitiva e não é tão duradoura quanto tijolos e pedras. No Japão, assim como na China, a população era relativamente homogênea e houve pouco contato com outras culturas até meados do século 19. A arquitetura chinesa influenciou fortemente a japonesa, principalmente através do budismo, a partir do século VI d.C., que se misturou com a religião nativa do Japão, o xintoísmo. Assim como na China, o uso de madeira nos permite conhecer somente algumas poucas edificações anteriores ao século VIII d.C.