Programa Contando o Choro | Nº 13: AMÉRICO JACOMINO "CANHOTO" (II) | Rádio Cultura AM | 1992
Marco Bernardo
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Programa Contando o Choro | Nº 13: AMÉRICO JACOMINO "CANHOTO" (II) | Rádio Cultura AM | 1992
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Série "Contando o Choro" | Rádio Cultura AM | 1992
Texto final, produção e direção: Márcio Barker
Pesquisa e apresentação: Marco Antonio Bernardo
Sonoplastia e montagens: Edson Siqueira
Trabalhos técnicos: Claudinei Caqui | Walter de Oliveira
Programa nº 12: AMÉRICO JACOMINO "CANHOTO" (II)
Gravado em 19/06/1992
No ar em 27/06/1992
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Seleção Musical (obras de Américo Jacomino "Canhoto"):
2:27 Triste Carnaval, valsa - c/ José Pedroso de Camargo
5:21 Arrependida, valsa - c/ Carlinhos Mafasoli
7:41 Brasileirita, tango-canção - c/ Paulinho Nogueira
15:55 Marcha dos Marinheiros - c/ Francisco Araújo
21:14 Olhos Feiticeiros, choro - c/ Antonio Rago
24:30 Sombras Que Vivem, valsa - c/ Sebastião Tapajós
28:07 Amor de Argentina, tango-milonga - c/ Dilermando Reis
35:14 Abismo de Rosas, valsa - c/ Baden Powell
41:27 Abismo de Rosas, valsa - c/ Waldir Azevedo
48:13 Marcha Triunfal Brasileira - c/ Celso Machado
51:23 A Gente Se Defende, maxixe - - c/ Carlinhos Mafasoli
53:38 Escuta Minh'alma, valsa - c/José Franco
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“CONTANDO O CHORO” (Rádio Cultura AM - Programação mensal nº 33 - Abril de 1992)
Ao escrever “Flor Amorosa”, na metade do século passado, o flautista Joaquim Antônio da Silva Callado não podia imaginar as repercussões daquela doce composição. O que Callado fazia naquele momento era lançar a semente da qual germinaria um gênero musical autenticamente popular e urbano: o choro.
No entanto, essa característica de “música de esquina” fez com que os “chorões dos primeiros tempos fossem marginalizados pelas elites e mesmo pela crítica da época. Exatamente como aconteceu com o samba e os sambistas. Contudo, a forte raiz popular de ambos gêneros constituiu-se na principal arma de resistência com a qual tanto um quanto outro conquistaram seu espaço no cenário musical brasileiro. Hoje, passados mais de cem anos, o choro permanece firme em seu lugar, e faz parte da nossa história. Uma trajetória de sensibilidade e beleza, ligada de forma eterna à alma brasileira.
No dia 4 de abril, em sua faixa de fim de tarde, a Cultura AM estreia a série “Contando o Choro”, sob a apresentação de um pianista no gênero: o jovem pianista Marco Antônio Bernardo.
Dono de um imenso arquivo — com centenas de partituras ainda inéditas — Marco Antônio Bernardo, com a colaboração dos grandes bandolinistas Isaías e Evandro, seus reginais, vai recuperar muitas dessas músicas e grava-las especialmente para a série. Além disso, baseados numa ampla pesquisa da história do gênero, os programas abordarão, também, o que de mais expressivo há entre os artistas do choro. Grandes nomes do passado e do presente serão lembrados na mais significativa tarefa de gravar, em disco, bem, em curiosidades reveladas por amigos e pessoas ligadas às suas vidas profissionais, em depoimentos exclusivos à Cultura AM.
Com a colaboração do Museu da Imagem e do Som, “Contando o Choro” vai mostrar depoimentos de grandes “chorões” já falecidos, além de gravações que não se encontram mais em discos.
Durante a série, o universo musical de autores muitas vezes conhecidos apenas por uma ou duas composições; os instrumentistas do choro que, com seu virtuosismo, muitas vezes transformaram peças esquecidas em sucessos estrondosos; os compositores que, ao longo de suas vidas, desenvolveram a estrutura do choro, utilizando-o também como base para gêneros chegados até os dias de hoje; os históricos discos instrumentais; os improvisos e as canções de autores compostos por músicos não necessariamente “chorões”.
Os quatro primeiros programas da série serão dedicados a uma das mais brilhantes figuras de toda a história da música brasileira: Jacob do Bandolim. Veremos Jacob em todas as suas facetas: o intérprete genial, o compositor de verdadeiras obras-primas, o pesquisador incansável. Nesses programas, o próprio Jacob conta a sua história, em depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
E, como o choro continua vivo e muito bem de saúde, “Contando o Choro” irá buscar as novas gerações de “chorões”. Assim, ao lado de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Joaquim Antonio Callado e Ademilde Fonseca, “chorões” eventuais, como Chico Buarque, Tom Jobim, D. Pixinguinha, entre tantos, e ainda instrumentistas jovens como Rafael Rabello, Luís Otávio Braga, Paulo Sérgio Santos, Joel Nascimento e tantos outros estarão mostrando que o choro não é de ontem, nem de hoje. É de sempre.
“CONTANDO O CHORO” – Produção e Direção: Marcio Barker. Pesquisa e Apresentação: Marco Antonio Bernardo. A partir de 4 de abril, aos sábados, às 18 horas, no fim de tarde da Cultura AM.