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SAMBA de Quem Vendeu Doce Para Mudar de Vida. Ela Pagou a Faculdade Vendendo Brigadeiro

Canal Samba de Família

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SAMBA de Quem Vendeu Doce Para Mudar de Vida. Ela Pagou a Faculdade Vendendo Brigadeiro

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Título: Vendendo Brigadeiro Para Construir Sonhos Ela saiu cedo de casa Com a coragem no olhar Na bolsa, uns trocos contados E um sonho pra sustentar No sinal da avenida Com brigadeiro na mão Aprendeu que a vida cobra Antes mesmo da aprovação [Verso 1] Cada doce que vendia Era um passo pra vencer Enquanto o mundo dizia “Isso não vai acontecer” Via gente desviando Sem ao menos enxergar Que por trás daquele sorriso Tinha alguém tentando estudar No ônibus lotado e quente Revisava a lição O cansaço batendo na mente Mas firme no coração Teve noite sem descanso Teve medo de falhar Teve noite virando dia E eu não podia deixar de estudar [Pré-Refrão] E quando a dúvida vinha Tentando fazer parar Ela apertava os livros E voltava a acreditar Porque o sonho de quem sofre Vale mais que opinião Quem carrega fé no peito Não se rende à solidão [Refrão] Vendendo doce na rua Ela adoçou a própria dor Transformou cada moeda Num degrau pro seu valor Se a cidade fechava portas Ela inventava direção Quem nasceu desacreditada Também merece ascensão [Verso 2] Teve chuva estragando caixa Teve fome pra esconder Teve prova no outro dia Sem nem tempo pra comer Os amigos se formando E ela ainda ali Entre o medo da derrota E a vontade de seguir Teve dia que o silêncio Machucava mais que a dor Mas ela abraçava o sonho Como quem protege amor Ela chorou no travesseiro Sem ninguém pra perceber E secava o próprio rosto Pra na rua renascer [Ponte] E quantas vezes perguntaram: “Vale a pena insistir?” Mas quem luta pelo sonho Não nasceu pra desistir Hoje o diploma é mais pesado Que ouro ou qualquer medalha Porque foi comprado aos poucos Na batalha diária [Refrão Final] Vendendo doce na rua Ela escreveu transformação Cada brigadeiro vendido Virou força e superação Se o destino veio duro Ela respondeu com valor Quem carrega um sonho vivo Nunca vende a própria dor [Final] [Cavaquinho respondendo suave] [Público batendo palma no tempo] Na esquina onde vendia esperança Hoje ela é doutora Mas nunca esquece da menina Que venceu a própria dor