''Crédito corporativo está com risco mal precificado'', diz Edgard Erasmi, CEO da Polígono Capital
Broadcast | Agência Estado
0:00 / 0:00
''Crédito corporativo está com risco mal precificado'', diz Edgard Erasmi, CEO da Polígono Capital
173 просмотра · 1 месяц назад
Broadcast | Agência Estado
9,05 тыс. подписчиков
173 просмотра · 1 месяц назад
Os spreads do crédito corporativo estão apertados e não parecem precificar adequadamente o risco assumido pelos investidores diante do atual nível de juros. A avaliação é de Edgard Erasmi, CEO da Polígono Capital e entrevistado do programa Cabeça de Gestor desta quinzena. Para ele, a relação entre risco e retorno de parte dos ativos está pouco atrativa e exige maior cautela.
Segundo Erasmi, a Polígono tem mantido um pouco mais de caixa nos fundos e busca navegar por um cenário macroeconômico potencialmente mais turbulento. A gestora também prefere evitar risco macro e concentrar sua atuação no risco de crédito, com análise caso a caso das operações.
Nesse ambiente, a originação própria é considerada ainda mais um diferencial. O CEO da Polígono observa que estruturar diretamente as operações permite definir preço, spread, garantias, prazo e covenants de acordo com o risco assumido. A estratégia, em geral, é de buy and hold, com operações estruturadas para serem carregadas até o vencimento, embora a gestora possa antecipar ganhos no mercado secundário em caso de compressão relevante das taxas.
A Polígono também busca aumentar a diversificação dos portfólios. Erasmi conta que a casa trabalha com mais de 20 teses e privilegia operações de duration curta e risco pulverizado. Entre as estratégias estão crédito consignado, empréstimo pessoal, financiamento de veículos e operações para pequenas, médias e grandes empresas.
O executivo também comentou sobre a expansão dos fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), que considera estrutural, ainda vendo espaço para crescimento da classe, embora possam ocorrer eventos de crédito em determinados ativos, empresas ou setores em um cenário mais desafiador.
A gestora, que tinha como objetivo chegar a cerca de R$ 30 bilhões sob gestão em cinco anos, está atualmente em R$ 16 bilhões, segundo Erasmi. O crescimento, porém, não é tratado como uma meta a qualquer custo. "Se porventura acharmos que o mercado piorou, não temos problema algum em manter o tamanho que está", afirma.