Pulsão de morte e champanhe: algumas das nossas formas sofisticadas de negar o prazer de viver
Escola de Psicanálise de São Paulo
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Pulsão de morte e champanhe: algumas das nossas formas sofisticadas de negar o prazer de viver
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Vivemos em busca da "vida boa": sucesso, relacionamentos estáveis, conquistas. Mas e se, no meio desse caminho dourado, estivermos trilhando um desvio sutil e destrutivo em direção ao não-viver?
Nesta live, vamos explorar uma das ideias mais fascinantes e sombrias de Freud: a pulsão de morte. Diferente do que o nome sugere, ela não se manifesta apenas no óbvio. Sua face mais perigosa é a que se veste de glamour, de dever, de "amor".
É a tendência à auto-sabotagem que se esconde por trás de taças de champanhe, vidas perfeitas nas redes sociais e sacrifícios nobres. É o impulso silencioso que nos leva a negar o prazer, a minar nossa própria liberdade e a escolher caminhos que, no fundo, nos aprisionam.
Vamos desvendar juntos como a pulsão de morte atua de forma mascarada em nossa vida cotidiana:
• O Cuidado como Fuga: Como a dedicação excessiva ao outro pode ser uma forma sofisticada de se alienar, negando a responsabilidade de cuidar de si próprio e de enfrentar o trabalho de responsabilizar-se por si mesmo.
• O Casamento como Covardia: Analisaremos a dinâmica perversa de, através de pequenas humilhações cotidianas, tentar convencer o parceiro de que ele é medíocre, desqualificando qualquer excelência que ele demostre para não ter que enfrentar o próprio sentimento de inadequação.
• A Renúncia Disfarçada de Liberdade: Especialmente para as mulheres, como casar pode significar a rendição silenciosa diante de um mundo opressor, uma fuga da luta angustiante por uma subjetividade plena e autônoma.
• Champanhe e Outros Anestésicos de Luxo: Como nosso consumo, nossa busca por uma vida "esteticamente impecável", pode ser o paliativo mais caro para uma existência onde o verdadeiro prazer de viver foi secretamente abandonado.
Esta não é uma live sobre diagnósticos, mas sobre reconhecimento. Um convite para olhar com coragem para as próprias escolhas e perguntar: isto que estou vivendo é vida, ou é uma forma sofisticada de morrer?
Traga suas reflexões e perguntas para um diálogo franco sobre o que nos move, e o que, secretamente, nos paralisa.
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