Síndrome do Impostor: O Que É, O Custo na Carreira e o Peso na Liderança
William Meller | Volte Pra Caixa
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Síndrome do Impostor: O Que É, O Custo na Carreira e o Peso na Liderança
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Quase todo mundo já sentiu que uma hora alguém vai descobrir que não é tudo aquilo. O nome que a gente dá pra isso é síndrome do impostor, e quase tudo que se fala por aí sobre esse assunto está errado, a começar pelo próprio nome. Neste episódio eu divido o tema em três partes (o que isso é de verdade, quanto isso custa na sua carreira e o que muda quando você é quem lidera) e fecho com cinco coisas práticas pra colocar em prática essa semana.
A primeira parte é sobre a definição. Síndrome do impostor não é doença e não existe diagnóstico disso em lugar nenhum, o que muda tudo, porque doença a gente espera curar. E o mais importante, isso não é você achar que você é ruim. Se fosse, seria só falta de confiança. É você achar que as outras pessoas te superestimam. O erro não está na nota que você dá pra você, está na leitura que você faz da nota dos outros. Daí nasce a conta invertida: quando dá certo foi sorte, quando dá errado foi você.
A segunda parte é sobre dinheiro e tempo. O preço da síndrome do impostor não aparece na sua cabeça, aparece na sua agenda, na lista de coisas que você não pediu. A vaga que você não se candidatou, o aumento que achou que não era hora, o projeto em que não levantou a mão, a opinião que engoliu na reunião. E tem um sintoma que quase ninguém reconhece como sintoma, que é preparação em excesso. Refazer três vezes o que já estava pronto não é capricho, é medo de ser descoberto.
A terceira parte é sobre liderança, e aqui está a parte mais incômoda do episódio. Se você acha que isso passa quando você for promovido, não passa, aumenta. Cada degrau te coloca numa sala onde a sua experiência anterior explica menos, com menos referência em volta e muito menos gente com quem dá pra falar sobre a dúvida. Isso tem nome, é a solidão do cargo, e ela não se resolve, ela é o preço do assento.
No final eu não entrego uma cura, porque não existe. Entrego cinco práticas que mexem no que esse sentimento faz você deixar de fazer, que é a única parte que você controla: o registro semanal do que foi seu, o feedback específico no lugar do genérico, o limite na revisão, um pedido por trimestre que você normalmente não faria, e alguém fora da linha de reporte com quem você consiga falar a verdade.