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Abre a Janela

Rose Any

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Abre a Janela

24 просмотра · 2 недели назад
Rose Any
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Tudo o que nasce tem uma causa. Tudo o que muda deixa sinais. Antes de aceitar respostas prontas, olhe de frente para o que existe. [Verso 1 — Voz feminina] Na vida, tudo é natural, na vida, tudo pode ser visto. Cada acontecimento pede uma pergunta, cada mistério merece investigação. Não há reino oculto sobre nós, nem asas guardando o destino; há matéria, tempo, acaso e escolha, há o mundo esperando atenção. [Pré-Refrão] Mas nos levaram pela estrada da promessa, um livro fechado virou direção. Disseram: “não duvide, apenas siga”, e vestiram o medo de salvação. [Refrão — Voz feminina e coro] Abre a janela, deixa o pensamento entrar, ninguém nasceu para viver de joelhos ao medo. Rumo à liberdade, rumo ao pensar, sem dono invisível escrevendo o segredo. Se a esperança é nossa, que seja consciente, se a cura existe, que venha da razão. Abre a janela, levanta a mente, liberdade começa dentro do coração. [Verso 2 — Voz feminina] Prometeram saúde além da morte, um lugar sem pranto, sem fim. E nós, tão frágeis diante da perda, abraçamos o que disseram de nós. A mente aprende, a mente repete, a mente constrói uma fortaleza; uma criança pode chamar de verdade qualquer história contada com certeza. [Declamação masculina] É assim que uma ideia se torna muralha: uma voz repetida, uma culpa, uma ameaça. E há quem entregue a própria vida para defender uma resposta que nunca pôde examinar. [Refrão — Voz feminina e coro] Abre a janela, deixa o pensamento entrar, ninguém nasceu para viver de joelhos ao medo. Rumo à liberdade, rumo ao pensar, sem dono invisível escrevendo o segredo. Se a esperança é nossa, que seja consciente, se a cura existe, que venha da razão. Abre a janela, levanta a mente, liberdade começa dentro do coração. [Verso 3 — Voz feminina] Nas páginas antigas, o criador molda o cenário, e o homem tropeça numa prova preparada. Depois lamenta a própria obra, e a água cobre a terra castigada. No Egito, séculos de cativeiro, depois pragas sobre uma noite sem perdão; mas ainda erguem leis sobre essas narrativas, e fazem fronteiras dentro da população. [Ponte — Crescendo] Não quero humilhar quem busca consolo, nem fingir que sei tudo sobre o fim. Só quero espaço para a dúvida, para a ciência cuidar de nós. Enquanto discutimos criaturas e castigos, quantas doenças esperam solução? Quanto talento fica preso num castelo, quanto futuro perde a direção? [Declamação masculina] Não somos donos da verdade. Somos responsáveis pelas perguntas. E uma sociedade que pode revisar suas certezas pode avançar mais depressa. [Refrão Final — Voz feminina, coro completo] Abre a janela, deixa o pensamento entrar, ninguém nasceu para viver de joelhos ao medo. Rumo à liberdade, rumo ao pensar, sem dono invisível escrevendo o segredo. De mãos dadas com quem encara o sistema, sem violência, sem ódio, sem submissão. A coragem de pensar rompe o problema, liberdade começa dentro do coração. [Outro — Voz feminina] Tudo é natural, tudo pode ser entendido, o futuro não precisa de altar. Se a mente é nossa, o caminho é aberto: ninguém pode nos impedir de perguntar. [Outro — Declamação masculina] Pensamento livre. Ciência para todos. Coragem para recomeçar.