Demonstração por indução - Teoria e exercícios
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Demonstração por indução - Teoria e exercícios
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DEMONSTRAÇÃO POR INDUÇÃO
Más quando temos uma proposição matemática verdadeira para vários casos particulares e não é possível analisar todos os casos, como podemos confirmar que a proposição vale para todos os casos?
Por exemplo:
Considere a função f : IN → IR definida por f(x) = x² + x + 41.
A partir dessa função determinar:
f(0) = 41,
Todos são primos!
Mas tal conjectura, é falsa!
Veja o contraexemplo:
f(40) = 40² + 40 + 41
= 1600 + 40 + 41
Não é primo!
Então o que fazer quando não é possível analisar todos os casos?
Utilizamos:
Princípio da Indução Finita.
Seja P(n) uma propriedade sobre um número natural n maior ou igual a um número natural k fixado.
Se P(1) é valido e P(k) ⇒ P(k + 1).
Então, P(n) é verdadeira ∀n ≥ k.
Duas etapas:
Base da indução: envolve a demonstração de que a proposição é verdadeira para o menor valor possível, geralmente o número 1.
Passo de indução: assume que a proposição é verdadeira para algum valor genérico k e utiliza essa hipótese para provar que a proposição também é verdadeira para k + 1.
Exemplo: Prove por indução que a soma dos primeiros n números ímpares é um quadrado perfeito.
1 + 3 + 5 +…+ (2n−1) = n²
Demonstração por indução:
1 + 3 + 5 +…+ (2n−1) = n²
Caso base
P(1): para n = 1, temos:
1 e 1² = 1
Passo de indução:
suponhamos que vale para algum n = k, k ≥ 1, ou seja
P(k): 1 + 3 + 5 + … + (2k−1) = k²
Então para n = k + 1, temos:
P(k+1): 1 + 3 + … + (2k−1) + 2k + 1
Como por hipótese de indução:
P(k): 1 + 3 + 5 +…+ (2k−1) = k²,
temos k² + 2k + 1 = (k + 1)²
Logo P(k) ⇒ P(k + 1).
Portanto pelo PIF vale ∀n ∈ IN.
Giuseppe Peano
(27 de agosto de 1858 – 20 de abril de 1932)
Axiomas de Peano
i) Todo número natural tem um único sucessor;
ii) Números naturais diferentes têm sucessores diferentes;
iii) Existe um único número natural, chamado um e representado pelo símbolo 1, que não é sucessor de nenhum outro;
iv) Seja X um conjunto de números naturais (isto é, X ⊂ IN). Se 1 ∈ X e se, além disso, o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X, então X = IN.
Do último axioma, vem o Princípio da Indução:
A proposição P(n) é válida para todos os números naturais n, se:
i) P(1) é válida
ii) Se P(n) é válida então P(n+1) é válida.
Exercícios
1º] Demonstre que a soma dos primeiros n números pares é igual a n(n + 1).
2 + 4 + 6 + ... + 2n = n(n + 1).
Caso base
P(1): para n = 1, temos: 2 e
1(1 + 1) = 2,
Passo de indução:
suponhamos que vale para algum n = k, k ≥ 1, ou seja
P(k): 2 + 4 + ... + 2k = k(k + 1)
Então para n = k + 1, temos:
P(k + 1): 2 + 4 + ... + 2k + 2k + 2
Como por hipótese de indução:
2 + 4 + 6 + ... + 2k = k(k + 1),
temos P(k + 1): k(k + 1) + 2k + 2
= k² + k + 2k + 2 = k² + 2k + k + 2
= k(k + 2) + 1(k + 2)
= (k + 1) (k + 2)
Logo P(k) ⇒ P(k + 1).
Portanto pelo PIF vale ∀n ∈ IN.
2º] Demonstrar por indução que 𝟐^𝒏 maior que n para todos os inteiros positivos n.
Caso base
P(1): para n = 1, temos: 〖 2〗^1 = 2 e
1,
Passo de indução:
suponhamos que vale para algum n = k, k maior ou igual que 1, ou seja
P(k): 〖 2〗^𝑘 maior que k
Então para n = k + 1, temos:
P(k + 1): 〖 2〗^(𝑘+1)
Como por hipótese de indução:
〖 2〗^𝑘 maior que k, temos
P(k + 1): 〖2•2〗^𝑘 maior que 2•k
por transitividade 〖 2〗^(𝑘+1) maior que k + 1
Logo P(k) ⇒ P(k + 1).
Portanto pelo PIF vale ∀n ∈ IN.