Перейти к содержимому

Filipinas: 8,8 milhões debaixo de água – a catástrofe climática que ninguém consegue travar

Calçada Crua

0:00 / 0:00

Filipinas: 8,8 milhões debaixo de água – a catástrofe climática que ninguém consegue travar

653 просмотра · 3 недели назад
Calçada Crua
83 подписчика
653 просмотра · 3 недели назад
Porque é que a mesma quantidade de chuva produz hoje mais água do que há trinta anos? Nas Filipinas, chover não é novidade. Todos os anos, cerca de 20 ciclones tropicais atravessam o arquipélago. A monção do sudoeste, o habagat, chega em junho e só parte em outubro. 60% do território está em zona de risco. 74% da população vive em áreas expostas. Ninguém se engana sobre a estação. O que mudou é que continua a piorar. Em agosto de 2026, três ciclones tropicais e a monção colocaram 8,8 milhões de pessoas debaixo de água. 43 morreram, a maioria enterrada por deslizamentos, não afogadas. 178 cidades e municípios declararam estado de calamidade, incluindo uma província inteira. 678 áreas de Luzon inundaram simultaneamente. Em Baguio, cidade nas montanhas a 1500 metros acima do mar, caíram 1413 mm de chuva em 9 dias. A média mensal normal é 963 mm. 10 pessoas morreram em deslizamentos. Numa cidade no topo de uma montanha. Danos de 6,27 mil milhões de pesos em infraestruturas e 2,32 mil milhões em culturas. 3700 casas destruídas. 135 mil pessoas em centros de evacuação. Mas nenhum desses números é a razão desta história. Um evento de precipitação centenária em Metro Manila agora ocorre a cada 77 anos. A probabilidade de um ciclone atravessar o sul de Luzon aumentou mais de 100% numa década. Por cada grau que o ar aquece, transporta 7% mais água. Esses números explicam porque há mais chuva. Não explicam porque a água já não escoa. Existe um segundo conjunto de números. E este é mais difícil de encarar. Esta é a história de como as alterações climáticas transformaram as Filipinas numa zona de catástrofe permanente, onde milhões vivem sob ameaça constante de inundações e deslizamentos cada vez mais mortíferos.