Confissões pt II ♫ ft Thelfos
Quem Nunca?
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Confissões pt II ♫ ft Thelfos
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Quem Nunca?
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Faixa pertencente ao álbum (Divina Tragédia)
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FICHA TÉCNICA:
Mensagem: Concernente ao livro Confissões Santo Agostinho.
Compositor: QN & Thelfos
EDITOR DO VÍDEO: https://bit.ly/1RdGlmW
JAKA THUMBMAKER: https://bit.ly/1RdGlmW
CONFISSÕES
Sempre viveu uma vida retilínea
Deus nunca a deu uma cruz que não pudesse carregar
Suas lágrimas despencavam enquanto ela via
Seu filho caminhar por caminhos que não devia caminhar
Renunciar a vida terrena
Para ser servo d’Ele se perguntou se vale a pena?
Várias mulheres me rodeiam, amigos também
Quando eu decidi mudar não me apoie em ninguém
Hoje eu me tornei o inverso do eu do passado
Aquele mentecapto era apenas um personagem do meu teatro
Como todo bom poeta trágico
Escrevi uma estória fictícia
Todos os personagens terão uma morte trágica
Enquanto o autor escamoteia a mensagem da obra em cada linha
Em cada verso o meu coração desfibrila
Pergunto-me o que é a morte
O que é a vida
Reanimam-me com artes medicinais
Dão-me alguns poucos meses de vida
Esquecem que são apenas meros mortais
No final seremos julgados pela mesma mão Divina
Ser um homem do mundo, ter liberdade
De tanto me deixarem livre eu me prendi em minhas próprias grades
Eu fui covarde, mãe, perdoe-me pelos meus feitos
Não é do feitio, mas não havia outro jeito
Mil pecados contabilizados
Será que eu me arrependi de todos que eu me pedi perdão?
Será que eu já fui sentenciado?
Penitencio-me diariamente por cada transgressão
Eis aqui, perante o altar de joelhos
Sinto a cruz pesar como nunca pesara em meu dorso
Olhei para o céu e notei que as portas se fecharam
Espero que Ele escute o meu último grito de socorro
Há anos estamos de luto pela morte daquele que se recusa a tombar
Morri para este plano, está no meu plano não parar
Eu não irei cessar
Enquanto este império não desmoronar
Enquanto este corpo não padecer
Enquanto houver algo para conservar
Eu me recuso a apenas perecer
Thelfos
Se errar é humano
Eu sou o humano mais errado
Olho para mim e reconheço que sou mui falho
Eu já caí tanto no mesmo buraco
Eu já o cavei mais fundo
Lembranças de um passado imundo
Presente me embrulha o estômago só de olhar meus passos que me trouxeram até aqui
Mas se eu paro pra pensar, foram esses passos que me ensinaram em meio aos meus erros o caminho pra seguir
Mas não me distorça mais do que já estou
Não quis dizer que o erro é essencial
Mas se o tropeço te leva até o chão
Você aprende a levantar-se no final
Se não aprende hoje, aprende amanhã
Tem uma semana inteira para aprender
Só não descansa, o tempo passa rápido demais
E você não faz ideia de quanto tempo resta para você
Quantos perderam a única coisa que tinham?
O brilho que mantem a chama da vida viva
Ofuscou-se entre as trevas nativas
Os olhos fecham, não enxerga uma saída
Eu sei bem como é essa situação
Já me perdi tanto na mesma direção
Já troquei tantas vezes os pés pelas mãos
Já afoguei tantas vezes na lama o meu néscio coração
Né, não? Parece não ter solução
Não parece ser alguém necessário
O peso é tanto, que nem dá pra andar descalço
A culpa é tanta que só faz pisar em falso
Mas se esquece do mais importante fato
Apesar de tudo e de todo esse pesar
Há dois mil anos atrás o preço já foi pago
Por quem prometeu estar, se o convidar pra entrar...