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São Luís 1924 Rua Grande: Sem Paletó só no Reboque – Como o Povo ia ao Trabalho Antes do Uber?

Nosso Tempo Antigo

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São Luís 1924 Rua Grande: Sem Paletó só no Reboque – Como o Povo ia ao Trabalho Antes do Uber?

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Rua Grande, centro de São Luís, nos primeiros tempos dos bondes elétricos. O carro passa tão rente à parede de uma igreja do século XVIII que o condutor toca o sino sem parar e grita para quem viaja pendurado no estribo: “Olha a direita!”. Lá dentro, alguns passageiros de paletó e colarinho. Do lado de fora, outros, de roupa mais simples, seguram nas barras e se encolhem na hora do aviso. Todos estão a caminho do trabalho no centro da cidade. Neste episódio, seguimos o deslocamento diário das pessoas até o centro de São Luís: dos bondes puxados por animais dos anos 1870 à chegada dos bondes elétricos em setembro de 1924, e dali até o último carro, em 1966. Veja as quatro linhas, as regras de roupa e de conduta publicadas na Pacotilha, a viagem de mais de uma hora até o Anil, o bairro que mudou com os trilhos e a igreja da Rua Grande que acabou demolida em 1939. A cena do começo é uma reconstituição a partir de documentos; as datas e os fatos vêm das fontes. Quando elas não coincidem, contamos as versões. Não encontramos registros de salários nem de preços de passagem para São Luís nessa época, e por isso não inventamos números. 📌 O que você vai descobrir Antes dos elétricos: os bondes de tração animal da Companhia Ferro-Carril, a linha suburbana de onze quilômetros pela Rua Grande até o Cutim, e por que, no início do século XX, o serviço era considerado deficiente, e até vexatório, por usuários e autoridades (as fontes divergem entre 1868, 1871 e 1872 para o começo). Setembro de 1924: as quatro linhas elétricas (Anil–João Lisboa, Estrada de Ferro, Gonçalves Dias–Avenida Pedro II e São Pantaleão–João Lisboa), a empresa norte-americana Ulen e o otimismo da imprensa com os “bangalôs” ao longo dos trilhos. Dentro do carro: a regra que mandava quem estava sem paletó ou colarinho viajar só nos reboques ou na plataforma traseira, a proibição de cuspir, os pingentes no estribo, a leitura de jornais, as conversas e os namoros no bonde. Quem ficava de fora e o que mudou: linhas que seguiam as ruas das famílias mais ricas, a valorização dos terrenos no Anil, o deslocamento de moradores pobres, a ferrovia São Luís–Teresina e o fim dos bondes em 1966, com os trilhos reaparecendo nas obras do Largo do Carmo. 📚 Principais fontes Maria das Graças do Nascimento Prazeres, “Os trilhos da cidade: os bondes elétricos na década de 1920 em São Luís/MA”, I Seminário Nacional Fontes Documentais e Pesquisa Histórica, 2009 (cita a Pacotilha de 31/12/1924 e as obras de Paulo Melo Souza, Rua Grande: um passeio no tempo, 1992, e Jomar Moraes, Guia de São Luís do Maranhão, 1995) Trabalho sobre os bondes elétricos de São Luís nos Anais da ANPUH (2024), com o regulamento publicado na Pacotilha de 1º/12/1924 Decreto nº 14.832, de 25 de maio de 1921 (estação da Estrada de Ferro São Luís a Teresina, no Cais da Sagração), Câmara dos Deputados O Imparcial, reportagens sobre a história dos bondes e da Rua Grande (2015, 2017, 2018, 2020 e 2022) — e outras fontes. #HistóriaDoBrasil #Maranhão #SãoLuís #RuaGrande #BondesDeSãoLuís #PrimeiraRepública #VidaCotidiana #Documentário ℹ️ Sobre este vídeo Material educativo e histórico. Roteiro, pesquisa e edição são autorais e se baseiam nas fontes citadas na descrição. Parte das imagens são reconstruções ilustrativas criadas com ajuda de inteligência artificial, e não registros autênticos; fotos de arquivo e de banco de imagens são usadas quando houver. A voz do narrador é gerada por inteligência artificial. A narrativa foi simplificada para o grande público e pode conter pequenas aproximações. Nosso objetivo é contar e preservar a memória. 🕰️ Contexto histórico Os fatos narrados aconteceram em condições legais e sociais muito diferentes das de hoje. Eles são apresentados para ajudar a entender a história, sem a intenção de justificar ou condenar nenhuma pessoa, comunidade ou grupo.