Turistas e petrolandenses curtem show de Edson Gomes na Orla de Petrolândia
Assis Ramalho
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Turistas e petrolandenses curtem show de Edson Gomes na Orla de Petrolândia
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Baiano da cidade de Cachoeira, Edson Gomes é cantor, compositor e lenda viva. Voz dos injustiçados, trabalhouna construção civil e atravessa mais de meio século cantando verdades que muita gente não quer ouvir. na noite desta quarta-feira (30), lotou a Orla de Petrolândia, no Sertão de Pernambuco, com um show histórico — provando que seu som é eterno e merece reconhecimento à altura.
Edson Gomes já fazia música de protesto quando o reggae entrou em sua vida, em 1983, por influência do musicista e arranjador Nengo Vieira, seu conterrâneo de Cachoeira. Juntos, produziram os históricos álbuns Reggae Resistência (1988), Recôncavo (1990) e Campo de Batalha (1992).
Todo esse repertório foi cantado com a participação do público que lotou o espaço da Orla de Petrolândia, evento em alusão as festividades de São Francisco, padroeiro da cidade.
A reportagem do Blog de Assis Ramalho e da Web Rádio Petrolândia esteve presente e mostra a participação e a emoção do público, muitos vindos de cidades de Pernambuco e de outros estados. Também presente ao mega show, centenas de petrolandenses
Desde os anos 1980, o reggae denuncia o racismo, a violência policial e a desigualdade com a firmeza de quem viveu tudo isso em primeira pessoa.
O profeta do reggae brasileiro
Compôs hinos como Malandrinha, Campo de Batalha, Camelô, Árvore, Perdido de Amor e muitos outros. Canções que embalam histórias de amor, dor, denúncia social e resistência. Seu disco Campo de Batalha (1992) é um marco da música popular brasileira.
Bob Marley brasileiro?
Edson Gomes não precisa de rótulo importado. Com sua voz potente e seu discurso afiado, construiu uma trajetória única, com base no respeito, na identificação popular e na fidelidade às suas raízes. Avesso a entrevistas, criou seu próprio caminho no modo low profile e raramente coloca os pés fora da Bahia — onde é venerado.
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