Paquistão: o país escondido dos mapas com o maior cemitério do mundo e o K2
Mundo no Mapa
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Paquistão: o país escondido dos mapas com o maior cemitério do mundo e o K2
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Há um paradoxo cartográfico: o Paquistão não aparece nos mapas turísticos, mas guarda paisagens que rivalizam com os destinos mais famosos do planeta. A geografia obrigou-o a ser tudo ao mesmo tempo: civilização de vales, império de montanhas e deserto de caravanas.
A civilização do Vale do Indo remonta ao ano 3300 a.C., mais de duzentos anos mais antiga do que o Egito antigo. Floresceu ao longo do Indo, um dos rios mais longos da Ásia. Em Mohenjo-daro vê-se uma das primeiras cidades planeadas da história humana, com sofisticação já em 2500 a.C. Onde há água estável, nascem a contabilidade, a escrita e o armazém.
O mosteiro budista de Takht-i-Bahi, do século I, conserva a arte da civilização gandárica num penhasco verde. A mina de sal de Khewra, uma das mais antigas do mundo ainda em funcionamento, extrai sal rosa há mais de dois mil anos, trabalhado outrora pelas tropas de Alexandre, o Grande. No século XIV, o cemitério de Makli, em Sindh, cresceu até ser o maior do mundo, mais de dez vezes maior que as pirâmides de Gizé.
No tecto do país, mais de cem montanhas ultrapassam os sete mil metros. O K2, com 8611 metros, é a segunda montanha mais alta do mundo e considera-se muitas vezes mais exigente do que o Everest. A festa polo de Shandur, a 3700 metros, é o mais alto torneio de polo da Terra.
Uma viagem pela história, a geografia e as civilizações do Paquistão: do Indo a Mohenjo-daro, de Takht-i-Bahi a Khewra, de Makli ao K2. Descubra o país que os mapas escondem.
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