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CARLOS SEIXAS (1704 - 1742) - OVERTURE in D MAJOR

Lusofolias

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CARLOS SEIXAS (1704 - 1742) - OVERTURE in D MAJOR

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A outra obra orquestral de Seixas que chegou até nós é a Abertura em Ré M para orquestra de cordas, oboés, trompas, trompetes, tímpanos e baixo continuo, sendo este o único exemplo na península ibérica de uma “abertura em estilo francês”. Desta forma Seixas afasta-se dos modelos italianos e revela o seu conhecimento das composições em “estilo francês” de Lully, Rameau, Telemann ou Haendel. Este estilo muito difundido na época, conquistara já toda a Europa. O primeiro andamento surge assim como abertura francesa, majestosa e solene destacando-se graças ao uso dos oboés, trompetes e tímpanos. Como curiosidade gostaria de referir que a indicação Staccato que aparece no manuscrito não se refere à maneira de tocar mas sim ao ritmo pontilhado que deve ser adoptado, e que é característico do “estilo francês”. Os dois andamentos centrais, estão unidos pelo mesmo tipo de instrumentação (cordas, trompas e baixo continuo), e pelo mesmo sentimento de saudade e ternura. Também aqui um minuete serve de andamento final, as trompas desaparecem e dão lugar à instrumentação inicial, conduzindo-nos até ao fim da abertura em ritmo de dança.CARLOS SEIXAS - ABERTURA EM ESTILO FRANCÊS em RÉ MAIOR I. Allegro II. Adagio (03:03) III. Giga. Allegro (05:59) János Rolla, Conductor Franz Liszt Chamber Orchestra (Para além da famosa Sinfonia em Si bemol Maior)... a outra obra orquestral de Seixas que chegou até nós é a Abertura em Ré M para orquestra de cordas, oboés, trompas, trompetes, tímpanos e baixo continuo, sendo este o único exemplo na península ibérica de uma “abertura em estilo francês”. Desta forma Seixas afasta-se dos modelos italianos e revela o seu conhecimento das composições em “estilo francês” de Lully, Rameau, Telemann ou Haendel. Este estilo muito difundido na época, conquistara já toda a Europa. O primeiro andamento surge assim como abertura francesa, majestosa e solene destacando-se graças ao uso dos oboés, trompetes e tímpanos. Como curiosidade gostaria de referir que a indicação Staccato que aparece no manuscrito não se refere à maneira de tocar mas sim ao ritmo pontilhado que deve ser adoptado, e que é característico do “estilo francês”. Os dois andamentos centrais, estão unidos pelo mesmo tipo de instrumentação (cordas, trompas e baixo continuo), e pelo mesmo sentimento de saudade e ternura. Também aqui um minuete serve de andamento final, as trompas desaparecem e dão lugar à instrumentação inicial, conduzindo-nos até ao fim da abertura em ritmo de dança. Texto: António Ferreira