Se o pequi é tão nutritivo, por que tão poucos brasileiros comem essa fruta?
Realidade Invisível
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Se o pequi é tão nutritivo, por que tão poucos brasileiros comem essa fruta?
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Em Goiânia ou no Norte de Minas, um prato de galinhada com pequi é o ápice do almoço de domingo. Mas para quem vem de fora e tenta morder o fruto pela primeira vez, a experiência pode terminar com a boca cheia de espinhos minúsculos e um susto inesquecível.
Neste vídeo, investigamos o pequi sob a ótica da botânica, da evolução, da química dos alimentos e da economia. Do fruto que funciona como um "cofre de várias trancas" às flores que abrem à noite para serem polinizadas por morcegos; dos estudos da UnB sobre o potencial antioxidante do óleo de pequi aos 25 anos de pesquisa da Embrapa para criar a cultivar de pequi sem espinhos.
📚 Fontes & Referências Científicas:
Anatomia Botânica e Ecologia do Pequizeiro: Ribeiro, R. F. (2000) – Pequi: O Ouro do Cerrado (Editora da UFG); Sano, S. M., & Almeida, S. P. (1998) – Cerrado: ambiente e flora (Embrapa CPAC).
Polinização por Morcegos (Quiropterofilia): Gribel, R., & Hay, J. D. (1993) – Pollination ecology of Caryocar brasiliense (Caryocaraceae) in Central Brazil (Journal of Tropical Ecology).
Composição Nutricional e Perfil de Ácidos Graxos: Lima, A. et al. (2007) – Composição química e compostos bioativos do pequi (Caryocar brasiliense Camb.) (Revista Brasileira de Fruticultura); Faria-Machado, A. F. et al. (2015) – Pequi oil: Characterization and nutritional value.
Estudo de Ação Antioxidante no Sangue (UnB): Miranda-Vilela, A. L. et al. (2009) – Dietary carotenoid-rich pequi oil reduces exercise-induced damage in runners (Genetics and Molecular Research / Universidade de Brasília).
Desenvolvimento do Pequi Sem Espinhos (Embrapa & Emater-GO): Pereira, A. V., Botelho, E. et al. (2022) – Lançamento das Cultivares BRS de Pequizeiro (com e sem espinhos) (Embrapa Cerrados / Emater-GO).
Etnoecologia e Uso Tradicional Indígena: Carneiro, R. L. (1978) – The history and ecological significance of the pequi in the Upper Xingu; Smith, M. et al. (2016) – Indigenous management of native fruit trees in the Brazilian Amazon and Cerrado.