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METADE DO PRINCÍPIO - álbum Ascenso (2025) by Du Martini

TheStoicRock

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METADE DO PRINCÍPIO - álbum Ascenso (2025) by Du Martini

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Músicas para a alma! METADE DO PRINCÍPIO Silêncio onde havia canto, Vazio onde havia plenitude, Dentro de mim, um choro santo Pela minha incompletude. Sou vazio por dentro, opaco lá fora, Resta tão pouco de mim, a vida se esvai, Uma metade minha se foi embora, Deixou-me suspenso, entre o que fica e o que vai. Nasci do encontro de duas almas em luz, Que plantaram em mim sua força e virtude, Agora carrego metade da minha raiz, E sinto a distância dessa plenitude. Mas vejo nos olhos de quem permanece Uma força que queima, que não desvanece, Uma mão sempre pronta, um motivo pra lutar, Que me diz no silêncio: "Eu estarei aqui." Sou metade do que já fui, Metade viva em um corpo que ainda respira, Enquanto a outra metade viaja por dimensões que não consigo alcançar, E minha alma chora pela completude que um dia tive. Sou metade da jornada que ainda não terminou, Metade da promessa que Deus abençoou, Na dor desse vazio, encontro a força pra seguir, Porque ainda há razão para aqui permanecer e viver. Passaram as estações, a dor se fez saudade, A ferida que rasgava transformou-se em verdade, Nunca mais serei quem era antes dessa tempestade, Mas nos escombros do luto encontrei claridade. Cada passo foi lição, cada queda foi oração, Cada abraço que recebi plantou-me a compreensão, Não há acaso nesta jornada que Deus abençoou, Apenas propósito escrito no que a dor revelou. A saudade é sagrada, é o batimento do que foi, É o fio invisível que nos une, que não se perdeu, Aquele que se transcendeu deixou marcas em meu ser, Ensinamentos vivos que não cessam de florescer. Sangro em silêncio, grito sem voz nesta verdade nua, Eternidade rasgada, queimada pela vida, mas luz que não finda. Fé que sangra e insiste, pisando em ruínas de pé, Tudo quanto sou, devo a quem me amou nesta prova mais dura. Sou a fissura no espelho que ainda reflete luz, Sou a ausência que se fez presença dentro de mim, Carrego o peso daquilo que não posso nomear, Uma herança que me destrói lentamente e me reconstrói. Será que um dia nos reencontraremos lá? Sim, vou lutar por isso até o fim, é certeza além da dúvida, E nesse dia a dor será apenas a moeda que paguei, O preço sagrado de uma amor que jamais acabou. Tudo que sou, tudo que respiro, tudo que crio, É fruto daquele amor sem fio, Duas vidas que se entrelaçaram em eternidade, E me deram a mais pura verdade: Que amar é criar raízes que nunca morrem, Que a saudade é o pulso daqueles que nos foram, E que no fundo desse coração que chora e segue, Bate o ritmo do amor que jamais se extingue. Sou metade que se fez inteira através da dor, Sou ferida que virou sabedoria, sou propósito e amor,, Na jornada solitária há ainda uma chama que arde, É o legado de quem amou, amor que não arde, resguarda. E quando vier meu tempo, quando chegue meu chamado, Regressarei completo, regressarei sem fardo, Porque somos almas eternas em jornada singular, E um dia, com certeza, nos há de reencontrar. Vazio... mas não vazio, Sozinho... mas não sozinho, Ferida... mas sagrada, Perda... mas transformada. Porque o amor, o verdadeiro amor, Nunca conhece adeus... Apenas encontros que recomeçam sob novos céus. #filosofia #espiritualidade #meditação #estoicismo #positividade #amor