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HISTÓRIA DE CAMPINA GRANDE PB - HISTORIA E E CURIOSIDADES

Fagner Azevedo

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HISTÓRIA DE CAMPINA GRANDE PB - HISTORIA E E CURIOSIDADES

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Fagner Azevedo
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Campina Grande nasceu do encontro entre caminhos, povos e sonhos. No coração da Serra da Borborema, em meio a uma vasta campina verde, surgia, em 1º de dezembro de 1697, um pequeno povoado destinado a se tornar uma das cidades mais importantes do Nordeste brasileiro. A fundação é atribuída ao capitão-mor Teodósio de Oliveira Lêdo, responsável pelo aldeamento dos índios Ariús, descendentes dos Tapuias, dando início à história da futura “Rainha da Borborema”. Desde os primeiros anos, sua localização estratégica transformou Campina Grande em ponto de parada obrigatório para tropeiros que cruzavam os caminhos entre o sertão e o litoral. Homens, animais e mercadorias movimentavam a região, fazendo nascer uma forte tradição comercial que marcaria para sempre a identidade da cidade. Em 1790, o povoado foi elevado à categoria de vila, recebendo oficialmente o nome de Vila Nova da Rainha, em homenagem à rainha Dona Maria I de Portugal. Porém, para o povo, o nome Campina Grande continuava vivo e forte. Décadas depois, em 11 de outubro de 1864, a vila conquistaria definitivamente o título de cidade. A economia campinense passou por grandes transformações ao longo do tempo. Primeiro, destacou-se pela pecuária e pelas feiras de gado. Mas foi no início do século XX que Campina Grande viveu sua era de ouro com o chamado “ouro branco”: o algodão. Impulsionada pela chegada da ferrovia Great Western, em 1907, a cidade tornou-se a maior exportadora de algodão do Brasil e a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas de Liverpool, na Inglaterra. O progresso acelerou o crescimento urbano, fortaleceu o comércio e projetou Campina Grande para além das fronteiras nacionais. Mas a história da cidade não foi construída apenas pelo desenvolvimento econômico. Campina Grande também teve participação marcante em importantes movimentos sociais e políticos do Brasil. Esteve presente na Revolução Pernambucana de 1817, na Confederação do Equador, em 1824 — episódio em que Frei Caneca chegou a ser preso na cidade — e na Revolução Praieira, em 1848. Essas três lutas históricas são simbolizadas pelas três espadas presentes na bandeira do município. Outro episódio marcante foi a Revolta de Quebra-Quilos, em 1874. O movimento popular começou na feira de Campina Grande como reação à implantação do sistema métrico decimal. Revoltados com as novas medidas e impostos, os manifestantes, liderados por João Carga d’Água, destruíram pesos e balanças, lançando-os nas águas do Açude Velho — um dos maiores símbolos da cidade até hoje. Ao longo do tempo, Campina Grande consolidou-se também como referência em educação, ciência e tecnologia. A cidade abriga importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Federal de Campina Grande e a Universidade Estadual da Paraíba, sendo reconhecida nacionalmente pela elevada proporção de doutores por habitante. Em 2001, a revista Newsweek destacou Campina Grande como um dos principais polos tecnológicos do mundo, consolidando o apelido de “Vale do Silício brasileiro”. E se existe algo que traduz a alma festiva do povo campinense, é o famoso “Maior São João do Mundo”. Realizado desde 1983, o evento transforma a cidade em um grande palco cultural durante 30 dias, reunindo música, dança, tradição e milhões de visitantes vindos de todas as partes do Brasil. Hoje, Campina Grande segue unindo tradição e modernidade. Entre monumentos históricos como o Açude Velho, construído em 1828, e os avanços tecnológicos que projetam a cidade para o futuro, permanece viva a força de um povo que transformou uma simples campina no coração econômico, cultural e tecnológico da Paraíba.