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Uma palavra resume a sessão de ontem para a aprovação ou não do contrato da Ticketmaster: CAMBALACHO

São Paulo Digital

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Uma palavra resume a sessão de ontem para a aprovação ou não do contrato da Ticketmaster: CAMBALACHO

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Defina em uma palavra a reunião de ontem que discutiu o assunto do contrato da Ticketmaster: CAMBALACHO. Tivemos de tudo na noite de ontem no Salão Nobre tricolor: Os DEFENSORES do contrato (Massis - Vanguarda, Vinícius Medeiros - Legião, Mário Braga - Sempre Tricolor, André Marques - diretor de marketing, Onofre Boccuzzi - FSP); Os que são CONTRÁRIOS ao contrato (Flávio Marques - STP, Daniel Dinis - NSP, Jonathan Rodrigues - NSP, Rosalvo Beiro - NSP); Olten sendo o “intermediador”, chamando Massis, o CEO da Ticketmaster e o representante da FENG sobre a discussão das multas (virou bonzinho da noite para o dia de novo?); Muitos conselheiros questionando o Marketing do São Paulo sobre a FUTURA OPERAÇÃO da Ticketmaster, como o conselheiro João Bolizan - Sempre Tricolor; E em especial, a fala no final da reunião do representante da FENG, decepcionado com o não cumprimento da cláusula de preferencialidade por parte do São Paulo, expressa no acordo da empresa com o clube que vai até 2031, e deixando, nas entrelinhas, as prováveis consequências disso, como um senhor processo que a FENG pode mover, chegando aos valores, SIM, de R$ 40 milhões de reais por quebra de contrato. Lembrando que isso aconteceria se o ST fosse mantido no contrato da TM. O resultado de todo esse embate foi uma reunião tensa, que durou 3 horas e gerou inúmeras visões sobre o que poderá acontecer com a votação desse tema. Para alguns, o contrato passa, mas o ST será pedido para retirar do contrato. Para outros, tudo será reprovado (contrato e ST), tudo por pouca margem de votos. A reunião também serviu para ouvirmos argumentos curiosos de defesa ao contrato da TM, como do diretor de marketing do clube, André Marques, que colocou a reforma no Memorial das Conquistas como um ponto positivo do contrato. O valor dessa reforma seria bancado 100% pela TM, com as custas de R$ 6 milhões. Além dos argumentos, a reunião serviu para se fazer proselitismo político e tentar cravar posição sobre candidatura para a presidência do clube, como foi o caso de Vinicius Medeiros, que defendeu o contrato da TM e criticou duramente a FENG. Ele é um dos pré-candidatos pela situação. Todavia, o nome que mais cresceu na noite de ontem, atrelando o tema da Ticketmaster com crescimento politico e até uma pseudo tentativa de candidatura a presidência do clube se chama Mário Braga. Segundo informações de alguns presentes a sessão, Mário teve um posicionamento favorável a TM, mas emanou um discurso sem preparação ou programado. Foi de coração na leitura dos presentes, usando do argumento que ele, Mário, tem contato com os atletas e que o plantel já está desgastado com as promessas não cumpridas sobre os salários atrasados. Após seu depoimento, Mário foi aplaudido e elogiado por muitos conselheiros, até alguns oposicionistas. Mario é um nome indicado por Adilson e seu grupo - Sempre Tricolor - para tentar lançar candidatura. Na situação, seu nome é muito bem aceito por todos os grupos, tendo poucas dissidências, bem diferente de Medeiros e Edgard, que poderiam causar um racha na coalização situacionista caso um deles saia candidato. Sobre o questionamento técnico da operação da TM no São Paulo, caso seja aprovada, coube ao conselheiro João Bolizan fazer perguntas ao diretor de MKT do São Paulo. Ele respondeu que a TM cuida da tiquetagem de 4 clubes no Brasil. Contudo, o que ele não detalhou é que esses serviços são feitos pela baladaAPP, subsidiária da Ticketmaster. Ou seja, a TM montaria uma operação do ZERO no clube, fazendo do São Paulo cobaia por alguns meses. Em suma, a definição da aprovação ou não da TM, por parte de alguns conselheiros, será um movimento político, enquanto outros avaliará como leitura técnica do serviço, valores, multas e consequências financeiras para o clube. Não dá para cravar o que vai acontecer, exceto uma coisa: Que o conselho do São Paulo, com algumas exceções, é um verdadeiro CAMBALACHO. E isso precisa mudar, para ONTEM.