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Mandala - Imagens do Inconsciente (Resenha)

Marcos Queiroz

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Mandala - Imagens do Inconsciente (Resenha)

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Marcos Queiroz
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As mandalas ou os mandalas que este livro compila (e você estão vendo elas ai enquanto eu falo, não são apenas belos desenhos, que servem sim como obras de arte psicológica; mas são também registros de um movimento psíquico que aponta para a busca de centro e equilíbrio. Ì quase impossível não notar o caráter repetitivo dos motivos, como uma constatação da regularidade arquetípica presente nos tratamentos psicoterapêuticos que mexem com a psique profunda e que acabam por ser o grande seu valor terapêutico do uso destes instrumentos de criação e visualização — a essência da chamada Imaginação Ativa de Jung, além disso, os mandalas deste livro servem muito bem como material ilustrativo que ajuda a compreendermos, de modo sensível e direto, o processo de individuação que Jung considera central à cura psicológica. Mandala é uma palavra sânscrita que significa “círculo” Nas tradições hindu e budista-tibetana, funciona como diagrama ritual e instrumento de meditação, representação espacial do divino e meio de transição do material para o espiritual. Os mandalas tradicionais (como os yantras, os kalachakras, e outros) são estruturas concêntricas — muitas vezes círculo dentro de quadrado — pensados para orientar a visualização e concentrar a mente, conduzindo o praticante ou paciente a estados de introspecção, equilíbrio e iluminação. É importante enfatizarmos também a presença do mandala na natureza e na cultura material (rosáceas, padrões florais, desenhos rituais), o que sugere sua universalidade formal e simbólica presente na criação. Eu diria ainda, como frutos da ação de uma hierarquia angélica ou de devas, como são chamados pelos yogues. Essas tradições podem ser relacionadas ao enquadre teórico junguiano: porque Jung adotou o mandala como representação simbólica do Self — o “centro” que integra consciência e inconsciente — e a tratou como um sinal de reordenação psíquica. Segundo Jung, mandalas emergem espontaneamente em sonhos, em estados de crise ou dissociações psicológicas, e aparecem tanto na prática ritual orientais quanto nas produções espontâneas de pacientes ocidentais; a ocorrência delas sinalizaria processos de compensação espontâneas e autocura, ou a tentativa instintiva da psique em restabelecer ordem e totalidade. Natureza da psique. Há uma dupla eficácia no uso do mandala: conservar uma ordem psíquica já existente ou restaurá-la quando ela se perde, funcionando como veículo da individuação — o movimento em direção ao pleno desenvolvimento da personalidade. Em suas implicações práticas e interdisciplinares, além do valor religioso e terapêutico, os mandalas foram objetos de experimentação em contextos educativos (como tentativa de influenciar comportamento de adolescentes em sala) e de interpretações que vão do simbólico ao energético (autores que atribuem potenciais regeneradores às figuras ou mesmo à imaginação ativa). Cabe muito, sem dúvidas, sublinhar duas ideias centrais: a mandala é simultaneamente um padrão cultural e um fenômeno psíquico universal, e a leitura junguiana – que a gente encontra no livro Mandala - a converte em ferramenta clínica e simbólica — um mapa visual da busca pela totalidade que atravessa tradições, naturezas e tempos. Se for comprar este livro na Amazon, use nosso link de afiliado. Não pagará nenhum valor a mais e ajudará nosso canal: https://amzn.to/4gGkVnQ