A Saudade Que Nunca Se Apaga em Madragoa
Ecos de Lisboa
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A Saudade Que Nunca Se Apaga em Madragoa
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Letra da Canção:
Em Madragoa, a manhã
Desata o fio da escuridão
No candeeiro de ferro
Dorme um resto de prata na mão
A janela abre devagar
Cheira a pão acabado de sair
E uma voz chama da soleira:
"Bom dia, vizinha, venha sorrir"
Candeeiro de ferro, guarda
A última estrela do céu
Quando o ouro beija o Tejo
Lembra-me o que a vida me deu
Se a rua acorda em ternura
E cada porta sabe o meu nome
Levo uma luz dentro do peito
Que nunca se apaga nem some
Descem homens dos cais molhados
Com o peixe brilhando no olhar
Trazem o sal preso às mãos
E histórias para partilhar
Nos becos caiados de branco
A manhã aprende a refletir
"Bom dia, meu amigo, bom dia"
E o bairro começa a florir
Candeeiro de ferro, guarda
A última estrela do céu
Quando o ouro beija o Tejo
Lembra-me o que a vida me deu
Se a rua acorda em ternura
E cada porta sabe o meu nome
Levo uma luz dentro do peito
Que nunca se apaga nem some
Se amanhã vier mais longe
Vou encontrá-lo sem temor
Com a gratidão dos simples
E a esperança do meu amor
Porque há uma chama serena
Que o tempo não sabe levar
É a luz que passa de mão em mão
Para nos ensinar a ficar
Candeeiro de ferro, guarda
A última estrela do céu
Quando o ouro beija o Tejo
Lembra-me o que a vida me deu
Madragoa, casa querida
Teu abraço me viu crescer
Enquanto houver pão e vizinhos
Há sempre razão para agradecer
No candeeiro de ferro
Brilha o dia que vai nascer
E a luz que mora em nós
Já prepara o amanhã para florescer
Sobre o Ecos de Lisboa
Utilizamos as novas ferramentas de Inteligência Artificial com muito carinho e respeito para nos ajudar a manter viva a tradição do Fado e a espalhar a nossa cultura pelo mundo. Uma homenagem luminosa e acústica a Portugal, pensada especialmente para quem carrega a saudade no peito.
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