Como o Judaísmo nasceu de uma CATÁSTROFE (ou várias) - do "Javismo" ao Judaísmo
João Lucas Justen
0:00 / 0:00
Como o Judaísmo nasceu de uma CATÁSTROFE (ou várias) - do "Javismo" ao Judaísmo
4 145 просмотров · 11 часов назад
João Lucas Justen
8,18 тыс. подписчиков
4 145 просмотров · 11 часов назад
Em 586 antes de Cristo, Nabucodonosor destrói Jerusalém. O Templo é incendiado. O último rei davídico é levado em correntes para a Babilônia. A terra, a cidade, a dinastia e o santuário — os quatro pilares da religião de Judá — desaparecem ao mesmo tempo.
Mircea Eliade — História das Crenças e das Ideias Religiosas, Vol. 1
https://link.amazon/B00fQkqIV
Como uma religião sobrevive à destruição de tudo o que a sustentava?
Nesse vídeo, a gente acompanha a transformação da religião israelita desde a monarquia até o período persa — da época de Davi e Salomão até o retorno do exílio e a reconstrução do Segundo Templo — usando como base principal o capítulo XIV de História das Crenças e das Ideias Religiosas de Mircea Eliade, complementado pela arqueologia, pela epigrafia e pela crítica textual contemporânea.
Vamos ver o que a Estela de Merneptá, a Estela de Tel Dan e as inscrições de Kuntillet Ajrud revelam sobre a religião israelita real — antes dos retoques normativos dos redatores posteriores. Vamos entender o que a monarquia fez religiosamente: como o rei se tornou o ungido de Javé, como Jerusalém se tornou o centro sagrado, e como as imagens do "rei ideal" plantaram as sementes da esperança messiânica. Vamos acompanhar os profetas do século VIII — Amós, Oseias, Miqueias, Isaías — e entender como cada um deles vai aprofundando a ideia de que Javé não é apenas o deus protetor de Israel, mas o governante da história universal. Vamos ver as reformas de Josias, o Deuteronômio e a História Deuteronômica como projeto teológico e político. Vamos entrar no exílio babilônico com Jeremias e a Nova Aliança, com Ezequiel e a glória de Javé que viajou para a Babilônia, com a tradição sacerdotal e o diálogo crítico com o Enuma Elish. E vamos fechar com o Dêutero-Isaías e a formulação mais radical do monoteísmo universal — e com o período persa em que o judaísmo começa a tomar a forma que reconhecemos.
No meio do caminho, a gente discute também o livro de Jó e a crise da teologia da retribuição — e termina com a tese mais característica de Eliade: que os profetas israelitas descobriram, antes de qualquer outra civilização, a significação religiosa da História como lugar de manifestação do divino.