Carlos do Carmo Morreu aos 81 Anos (Músicas, biografia,...)
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Carlos do Carmo Morreu aos 81 Anos (Músicas, biografia,...)
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Carlos do Carmo morreu aos 81 anos de idade
Falecimento de Carlos do Carmo
O fadista Carlos do Carmo faleceu no dia 1 de janeiro tendo dado entrada no Hospital de Santa Maria no dia anterior vítima de um aneurisma.
Primeiros anos de Carlos do Carmo
Carlos do Carmo nasceu em 21 de dezembro de 1939 na Maternidade Magalhães Coutinho, Lisboa, tendo passado grande parte da sua infância no Bairro da Bica. Foi filho de Alfredo de Almeida, antigo proprietário da conhecida casa de fados "O Faia" e de Lucília do Carmo.
Depois de ter estudado no Liceu Passos Manuel, o jovem Carlos do Carmo foi para a Suíça para estudar línguas estrangeiras tendo ficado fluente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol.
Início da Carreira Artística
Em 1962, Carlos do Carmo assume a gerência d'O Faia que por esta altura era uma das casas de fado com mais afluência. Dois anos depois começou a sua carreira artística.
Inicialmente começou a fazer versões como fazia sua mãe, seguindo os passos de outros fadistas que frequentavam O Faia como eram o caso de Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha ou Carlos Ramos.
Em 1963, é lançado o primeiro álbum ainda apadrinhado pelo Quarteto de Mário Simões. No ano seguinte lança o primeiro EP com o nome Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes.
Em 1967, tem a primeira distinção como melhor interprete e em 1970 o melhor disco do ano para "O Fado de Carlos do Carmo" editado em 1969.
Isto seria o início de uma das mais longas e exemplares carreiras no fado.
Anos 70
No início dos anos 70 Carlos do Carmo lançou várias obras como foi o caso de O Fado em Duas Gerações, Carlos do Carmo e Lucília do Carmo, Por Morrer uma Andorinha ou Carlos do Carmo.
Em 1972, depois de várias atações na tv, a RTP convida-o para apresentar o programa Convívio Musical.
Em 1975, atua sozinho num modelo diferenciado de Festival da Canção interpretando 8 temas de vários escritores portugueses. Entre estes temas estavam "No teu Poema", “Estrela da Tarde” ou “Flor de Verde Pinho”, tema de Manuel Alegre e música de José Niza que vinha a representar o país no 21º Festival Eurovisão da Canção.
Em 1977, lança um dos seus mais importantes trabalhos "Um Homem na Cidade" com temas de José Carlos Ary dos Santos.
Ary dos Santos foi um dos compositores que levou a que Carlos do Carmo tivesse mais êxitos com temas como "Lisboa, menina e moça", "Estrela da Tarde" ou o "Homem das Castanhas"
Anos 90 a 2020
Na década de 90 volta à RTP com um programa de nome "Carlos do Carmo" transmitindo mais de 30 emissões entre 1997 e 1998.
Dez anos mais tarde e já depois da passagem do século, Carlos do Carmo apresentou em 2007, no Museu do Fado, um álbum intitulado "Á Noite" tendo três anos mais tarde editado Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti com o malogrado pianista Bernardo Sassetti.
Depois de 2000, Carlos do Carmo esteve com várias vozes do fado como foi, em múltiplas vezes, o caso de atuações com Mariza e Camané.
Em 2014, lança o álbum "Fado é Amor" com vários temas gravados com Camané, Mariza, Ana Moura, Aldina Duarte, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Ricardo Ribeiro, Marco Rodrigues, Raquel Tavares e Carminho.
A 7 de fevereiro de 2019, anunciou o fim de atuação em palco tendo dado os últimos concertos a 12 de outubro no Theatro Circo, a 2 de novembro no Coliseu do Porto e a 9 de novembro no Coliseu dos Recreios.
Prémios de Carlos do Carmo
A presidência da República agraciou Carlos do Carmo com dois títulos honoríficos. A 4 de setembro de 1997, o presidente Jorge Sampaio atribuiu-lhe o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. A 3 de dezembro de 2016, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu-lhe o título de Grande-Oficial da Ordem de Mérito.
A cidade de Lisboa que tantas vezes o ouviu cantar atribui-lhe a Medalha de Mérito Municipal de grau de ouro em 2004.
Mas muitas foram as distinções que ganhou ao longo da sua carreira musical por parte dos seus pares.
Em 2008, ganhou o prémio Goya, com Melhor Canção Original. Os prémios Goya são considerados os óscares espanhóis.
Em 2014, é o segundo artista português a ganhar o Grammy Latino.
Colaborações
Durante uma carreira de mais de 50 anos foram muitos aqueles que com quem colaborou Carlos do Carmo. Podemos destacar alguns dos artistas nacionais como é o caso de Pedro Abrunhosa ou outro Grammy Latino José Cid.
No entanto, Carlos do Carmo também partilhou o microfone com outros géneros musicais como foi o caso de Sam The Kid, Rui Veloso, Sérgio Godinho entre muitos outros.