Chullage - Igualdade É Uma Ilusão (Official Audio)
Chullage - Official
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Chullage - Igualdade É Uma Ilusão (Official Audio)
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Chullage - Official
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http://chullage.org
Créditos
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Refrão por Vilma.
Produzido por Sam
Letra
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Se a tuga incendiar não é acidente é fogo
posto, porque a levar e a não dar é algo que
eu não estou disposto, escapei a muitos
mas a muitos mais ataques eu estou
exposto, sou filho da emigração hei sempre
de pagar este caro imposto, viver tendo que
enfrentar as investidas do exercito oposto,
mas brother eu não me rendo como eles
tinham suposto, tipo niggas que ficam com
medo, vergonha ou desgosto, e pensam
que se virarem para o outro lado sobem um
posto, olham de cima para baixo mas eu
derrubo estes gigantes com um encosto, e
passam a ter de olhar de baixo para cima
para o ódio e orgulho em ser como eu sou
expressos no meu rosto, no meu cabelo,
nos meus lábios, na minha pele e na cultura
enraizada dentro de mim eu tenho muito
gosto, e isso ninguém me tira, para todo o
f.d.p. que me tem na mira por pensar que eu
estou neste país a ocupar o seu lugar, f.d.p.
atira, vou continuar preto e aqui por mais
que o racismo me fira, guerra é guerra, só
que enquanto eu disparo rimas, eles
disparam drogas, armas e doenças, crimes
seguidos de sentenças, trabalho duro sem
recompensas, verbais e físicas, todo o tipo
de ofensas, extermínio da cultura e das
crenças, atrocidades imensas, que
apanham brothers em cheio e levam a
perdas extensas, são merdas intensas, que
mantêm a minha relação com este povo
muito tensas
Refrão
Igualdade é uma ilusão, liberdade é só uma
vaga sensação, pelotões inteiros marcham
rumo á nossa posição, retaliação, não é a
melhor solução, mas é melhor que esta
situação
É como se eu combate-se no território do
inimigo, sempre em desvantagem sem um
guia sem abrigo, num terreno minado,
armadilhado, criado para acabar comigo, as
vezes olho para as vitimas e vejo a cara de
um amigo, mais que se perdeu neste
conflito já antigo, mais um que não
reconheceu um dos mil e um disfarces que
Lucifer usou para levar até ele o perigo, são
muitas as vezes que penso que já não
consigo, que sinto a falta de alguém que me
diga preto estou contigo, brother hem sta ku
bo, mas independentemente do sangue, das
lagrimas do suor nigga eu sigo em frente
neste trilho, se sobrevivi á pobreza e ao
racismo, então eu sobrevivo a qualquer
outro stress ou estrilho, posso até morrer
sem nada, mas vou deixar a cultura, a
tradição, a força e o espirito de revolta ao
meu filho, para que continue a luta pelo
respeito, por um tecto digno e uma panela
de milho, e se não tiver como pagar por isso
se for preciso nigga eu roubo, tiro eu pilho,
duma forma feroz, aquilo que eles hoje têm
á pala do suor do meus avós, longe vão os
tempos em que eu não erguia a voz, tempos
que a minha garganta criou muitos nós, hoje
nesta guerra santa eu sou daqueles que
não foge
Luto por um presente que não me dará
nenhum futuro, mas sempre foi assim desde
que este humano mais escuro, viu a luz
neste mundo obscuro, problemas
encontram-me não sou eu que os procuro,
só mesmo o meu pénis consegue ser mais
duro que este país onde a minha mãe me
pôs no seu primeiro parto, quando ela
limpava casas e o meu pai construía casas,
e tudo o que eles tinham era a merda de
um quarto, de um quarto para barraca, de
barraca para prédio, tudo o que eles têm é a
mesma vida que eu estou farto, que se foda
o dialogo, é para a guerra que eu parto,
kotas vivem iludidos mas o pouco que eles
têm não chega para que o estado me iluda,
a realidade é uma guerra de barraca para
prédio ela não muda, por isso eu não
deserto e só espero que deus acuda,
porque nesta tugalife mais nenhum f.d.p. me
ajuda, eu estudo o adversário, não é só ele
que me estuda, não deixo que pequenas
vitorias deixem soldados enganados muitos
hoje já se acham respeitados, mas não
passa da rua, continuamos derrotados ,
rejeitados e isolados por magistrados,
porcos fardados e deputados, por isso ainda
passo noites inteiras, alinhando nas
trincheiras, vendo grupos inimigos,
dizimarem fileiras de soldados sem união,
brothers sem pão, ou daqueles que
apontam para o lado quando disparam o
seu canhão, sofrendo baixas em
emboscadas de balas e tóxicos, armadilhas
de chibos e bongos, e bros que juntam-se
ao outro lado e de repente ficam sós,
porque não percebem que a vitoria começa
em nós sermos nós.