Investiram 1,75 bilhão no Quibi e perderam tudo
The Failed Empires Brasil
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Investiram 1,75 bilhão no Quibi e perderam tudo
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Visual reconstructions are illustrative. Facts and interpretations are based on the sources cited in the video.
O Quibi captou US$ 1,75 bilhão e fechou no mesmo ano em que estreou. O serviço começou em 6 de abril de 2020 e encerrou em dezembro, cerca de 8 meses depois, não seis. A escolha central foi lançar uma assinatura de vídeos curtos centrada no celular. Televisão e compartilhamento só entraram depois.
Captação não é prejuízo. Os US$ 1,75 bilhão são dinheiro obtido de investidores, não o valor gasto nem a perda final. Em janeiro de 2021, a biblioteca de conteúdo foi vendida à Roku por menos de US$ 100 milhões. São contas diferentes.
O que o episódio separa:
• Jeffrey Katzenberg fundou a empresa e Meg Whitman assumiu o comando
• Em 2018, a plataforma levantou US$ 1 bilhão. Entre os investidores estavam Disney, Sony, NBC Universal e Warner Media
• No fim de 2019, o Quibi anunciou a venda de todo o inventário de publicidade do primeiro ano, equivalente a US$ 150 milhões
• 1,7 milhão de downloads na semana de lançamento. Uma semana depois, o app saiu da lista dos 50 gratuitos mais baixados para iPhone nos Estados Unidos
• No começo de maio, a Sensor Tower estimava 2,9 milhões de instalações. O Quibi dizia que o número estava mais perto de 3 milhões e informava 1,3 milhão de usuários ativos
• Em julho, a Sensor Tower estimou que cerca de 8% da primeira leva havia virado assinante pagante. A Antenna apontou 27% para quem iniciou testes de 90 dias na estreia. São recortes diferentes, e o Quibi contestou a precisão
• Em junho, a trajetória indicada para o primeiro ano apontava 2 milhões de assinantes, contra a projeção de 7,4 milhões. Os 2 milhões eram uma estimativa de chegada, não um resultado já conquistado
• Entre janeiro e meados de junho de 2020, entraram mais US$ 750 milhões, já com o serviço no ar
⏱️ TIMESTAMPS
00:00 - O Quibi captou US$ 1,75 bilhão e fechou no mesmo ano
00:44 - Katzenberg, Whitman e o bilhão de 2018
01:21 - Episódios de 10 minutos e o nome Quibi
01:53 - US$ 150 milhões em publicidade vendida antes da estreia
02:29 - Financiamento, distribuição e preço já definidos
03:03 - A estreia na pandemia e a explicação da COVID
04:46 - A decisão: assinatura centrada no celular
05:23 - AirPlay, Chromecast e a televisão depois da estreia
05:55 - Compartilhamento e captura de tela
07:09 - Versão gratuita na Austrália e na Nova Zelândia
08:51 - Conversão: as estimativas de 8% e 27%
09:28 - 2 milhões contra a projeção de 7,4 milhões
10:06 - Mais US$ 750 milhões já com o serviço no ar
10:41 - A busca por um comprador e o encerramento
11:17 - Captação não é prejuízo
11:51 - A biblioteca vendida à Roku por menos de US$ 100 milhões
12:26 - O mecanismo: escala antes da demanda comprovada
13:39 - O dinheiro lançou o Quibi. O hábito teria de justificá-lo
Fontes citadas no episódio: Sensor Tower, Antenna, Wall Street Journal e Recode.
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/ @thefailedempiresbrasil
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