XIV SPIC/ICMBio – Uma análise fundiária do Quilombo de Mumbuca 162 após sua fundação
Jequitinhonha Ambiental
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XIV SPIC/ICMBio – Uma análise fundiária do Quilombo de Mumbuca 162 após sua fundação
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XV Seminário de Pesquisa e XVI Encontro de Iniciação Científica do ICMBio
Uma análise fundiária do Quilombo de Mumbuca 162 anos após sua fundação
Josimar Sousa Gonçalves1 (josimar.goncalves@icmbio.gov.br), Leandro Ramalho Mendes1 (leandro.mendes@icmbio.gov.br), Márcia Nogueira (marcia.nogueira@icmbio.gov.br)1
1-Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Resumo
O Quilombo de Mumbuca, fundado em 1862 por José Cláudio de Souza em Jequitinhonha-MG, é um território quilombola marcado por uma história de resistência. Após pressões de fazendeiros e o desmembramento das terras, os quilombolas tornaram-se agregados em suas próprias terras. Na década de 1980, um movimento de preservação levou à criação da primeira área coletiva, a "Terra da Santa". Em 2009, o INCRA reconheceu oficialmente o território, embora 75% de seus 8.200 hectares se sobreponham à Reserva Biológica da Mata Escura (RBME). Com apenas 765 hectares sob posse quilombola, a comunidade enfrenta desafios de regularização fundiária, em colaboração com ICMBio e INCRA. O Termo de Compromisso entre essas entidades busca equilibrar a conservação ambiental e os modos de vida quilombolas. A história de Mumbuca exemplifica a luta pela preservação territorial e cultural, promovendo uma coexistência sustentável entre a comunidade e a proteção ambiental.