Psicanálise nos Trópicos | Christian Dunker | Falando nIsso
Christian Dunker и TV Boitempo
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Psicanálise nos Trópicos | Christian Dunker | Falando nIsso
6 536 просмотров · 8 часов назад
Christian Dunker и TV Boitempo
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Será que a psicanálise pode ser lida como um sintoma do Brasil? Essa é a pergunta que atravessa o novo livro de Christian Dunker, Psicanálise nos Trópicos, que chega pela editora Boitempo.
O trabalho retoma e aprofunda uma ideia que Dunker já havia apresentado em 2015, no livro O mal-estar, sofrimento e sintoma: a cultura do condomínio.
Os muros, os síndicos, as câmeras. Uma forma de vida que se repete no shopping center, no encarceramento em massa e nas comunidades cercadas por muros simbólicos. Só que, dez anos depois, o cenário mudou. A crise do neoliberalismo de 2008, a ascensão do capitalismo de plataforma e o avanço do neoconservadorismo pedem uma nova leitura.
Nesse episódio, Dunker explica por que escolheu o termo trópicos, com toda a ambiguidade que ele carrega. Tropical, tropicalista, mas também tropeço. O livro usa o método estrutural para mapear os mitos que organizam a chegada e a institucionalização do lacanismo no Brasil, entre os anos 1970 e hoje.
São quatro narrativas centrais. A primeira é o mito fundacionista, que trata Lacan como o herói que rompeu com Freud e fundou uma psicanálise verdadeira, criando a distinção entre quem tem linhagem legítima e quem não tem. A segunda é o tropicalismo, uma psicanálise que absorve a brasilidade, com nomes como Lélia Gonzalez trazendo a questão racial e Maria Rita Kehl trazendo gênero e classe para dentro da clínica. A terceira é a psicanálise das margens, que discute os limites entre psicanálise, psicologia, psiquiatria e filosofia, e propõe o conceito de endocolonização, a ideia de que o Brasil reproduz internamente suas próprias relações de centro e periferia. E a quarta são os universitários, psicanalistas formados em hospitais, tribunais e universidades, que ficam numa posição ambígua dentro do campo.
O convite de Dunker não é escolher qual dessas narrativas está certa. É entender como elas se cruzam e se confrontam para explicar por que a psicanálise brasileira é o que é hoje.
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REFERÊNCIAS:
Psicanálise nos trópicos: mitos e percursos lacanianos, de Christian Ingo Lenz Dunker
Mal-estar, sofrimento e sintoma - Christian Dunker
https://link.amazon/B04fMzBwk
Dossiê: Psicanálise Marginal - Org. Ricardo Goldenberg e Nina de Araújo Leite - https://www.cultloja.com.br/produto/c...
Teorias sexuais infantis - Sigmund Freud
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