Eu criticava quem aparecia. Até descobrir do que eu tinha inveja. | TatCaverna
Ricardo Tatsuo
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Eu criticava quem aparecia. Até descobrir do que eu tinha inveja. | TatCaverna
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Ricardo Tatsuo
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Você já sentiu inveja de alguém porque essa pessoa teve coragem de fazer aquilo que você nem tentou? Eu já. E demorei pra perceber que, por trás dessa inveja, existiam o medo de fracassar, a autossabotagem e um perfeccionismo que me impedia de começar.
Na pandemia, montei um estúdio inteiro pra fazer lives. Comprei câmera, microfone, placa de áudio, iluminação. Testei tudo. Só não fiz uma live sequer.
Enquanto isso, acompanhei o Casimiro crescendo, construindo uma comunidade e transformando suas lives em algo gigantesco. E aquela pergunta não saía da minha cabeça: e se eu tivesse tentado?
Não porque eu seria o próximo Casimiro. Mas porque eu nunca me permiti descobrir.
O pior é que isso já tinha acontecido antes. Quando eu trabalhava na Energia 97 e fazia o Spirit Radio Show, a gente já enxergava o potencial de levar nossas entrevistas com DJs e artistas para o YouTube. Insistimos na ideia, mas aquele projeto em vídeo nunca aconteceu.
E tem uma ironia nessa história.
Eu trabalho com marketing, posicionamento estratégico e comunicação. Já ajudei muita gente competente a encontrar sua própria mensagem, construir autoridade e ocupar seu espaço no mercado.
Só que, enquanto eu ajudava outras pessoas a encontrarem a própria voz, eu continuava em silêncio.
Durante muito tempo, usei o perfeccionismo, minhas críticas à internet e até os meus próprios princípios como justificativas pra não me expor. E foi difícil admitir que, por trás de algumas dessas desculpas, existia simplesmente medo.
Medo de tentar. Medo de ninguém ligar. Medo de não dar certo.
Essa conversa começa com a inveja, mas passa por oportunidades perdidas, autossabotagem, criação de conteúdo, presença digital e uma discussão muito maior sobre comunicação, política e os espaços que a gente deixa de ocupar.
Porque tem uma coisa que me incomoda profundamente: ver pessoas competentes, com boas ideias e algo relevante a oferecer, ficando invisíveis enquanto os oportunistas estão soltos por aí.
Só que eu também precisei olhar pra mim.
E agora que sou pai, isso tudo ganhou outro peso. Quero deixar pro meu filho uma história que eu realmente tive coragem de viver, não apenas um monte de possibilidades que ficaram pelo caminho.
Esse é o primeiro episódio da TatCaverna, uma série aqui no canal Ricardo Tatsuo. Um espaço pra contar histórias, compartilhar minhas ideias, minhas referências e meus inconformismos. Pra falar de negócios, comportamento humano, cultura, vida e tudo mais que passar pela minha cabeça.
Sem personagem. Sem fórmula.
Tem uma bandeira que eu quero começar a carregar por aqui: os bons têm que ocupar o espaço.
Inclusive eu.
E você? Tem algum "e se eu tivesse tentado?" que ainda te incomoda?
#TatCaverna #Autossabotagem #Inveja