A Bela Adormecida original: a sogra era ogra e queria comer os netos (Perrault, 1697)
Contos Sem Final Feliz
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A Bela Adormecida original: a sogra era ogra e queria comer os netos (Perrault, 1697)
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O conto que a Disney cortou ao meio. Na versão de Charles Perrault, de 1697, a princesa não acorda com um beijo, e a história não termina no casamento: depois vem a mãe do príncipe, de uma família de ogros, que manda servir a nora e os netos no jantar, com molho Robert. Contamos o conto inteiro, com pausas para entender as fadas, a leitura de Bruno Bettelheim, o beijo que veio dos irmãos Grimm, e as versões mais antigas: Sol, Lua e Tália, de Giambattista Basile, e o romance medieval Perceforest.
Capítulos
0:00 Abertura
0:40 O batizado
3:43 O fuso
5:13 O sono
7:01 O príncipe
10:38 A sogra
14:38 O tonel
16:03 Moral
16:44 De onde veio
Fontes
Charles Perrault, La Belle au bois dormant, Mercure galant (1696) e Histoires ou contes du temps passé (1697).
Giambattista Basile, Sole, Luna e Talia, em Lo cunto de li cunti (Nápoles, 1634-1636).
Perceforest, romance em prosa francês do século XIV (episódio de Troylus e Zellandine).
Jacob e Wilhelm Grimm, Dornröschen, Kinder- und Hausmärchen (1812).
Bruno Bettelheim, A Psicanálise dos Contos de Fadas (1976).
Piotr Tchaikovsky e Marius Petipa, A Bela Adormecida (balé, 1890).
Walt Disney Productions, A Bela Adormecida (1959).
Ilustrações: Gustave Doré, Les Contes de Perrault (1862), domínio público. As cenas da cozinha e do tonel foram criadas com IA em estilo de gravura (Doré não ilustrou a segunda metade). Detalhes em vermelho aplicados digitalmente.
Narração com voz sintética. Roteiro, pesquisa e montagem: Contos Sem Final Feliz.
As histórias como eram contadas, antes de serem suavizadas.