Fernando Forte: a FGMF, os sócios e as histórias de obra | Podcast Metropolitano
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Neste episódio do Podcast Metropolitano, Ana Paula Anzelotti recebe o arquiteto Fernando Forte, sócio fundador da FGMF Arquitetos, escritório paulistano criado em 1999 por ele, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz. A conversa foi gravada no Cidade Jardim Corporate, sede do Metropolitano em São Paulo.
Fernando chegou à arquitetura quase por acaso. Fazia cursinho para a área de biológicas quando leu a descrição do curso no manual da Fuvest e percebeu que ali estavam a física, a história e a história da arte de que gostava. Passou no Mackenzie e na FAU-USP, assistiu a uma semana de aulas em cada uma e ficou na FAU. Foi nas rampas da faculdade, ainda no quarto ano, que os três amigos decidiram montar o escritório.
Ele conta como a sociedade se mantém até hoje: os três dividem a mesma sala, param toda quarta-feira para projetar juntos de portas fechadas e fazem questão de não repetir soluções de um projeto para outro. Fala das personalidades diferentes dos sócios, da confiança construída nos primeiros anos de obra e da importância de deixar o ego de lado na hora de discutir um projeto.
A conversa passa pelos projetos que mudaram o patamar do escritório, como a Casa Grelha, em que Fernando morou cinco meses no canteiro para entregar a casa a tempo do casamento da filha do cliente, e o edifício Corujas, primeiro prédio da FGMF, feito com a Idea!Zarvos. Ele relembra a casinha de cachorro criada para a exposição internacional Architecture for Dogs, idealizada por Kenya Hara, e as histórias de um hotel em Boipeba construído só com alvenaria e concreto feito no local.
No fim, Fernando explica como a FGMF está organizada hoje, com gerência operacional e equipes de predial, edificações, interiores e obras, e por que todo briefing começa pelo terreno. Ele separa o que o cliente pede em programa objetivo e programa abstrato e mostra como as diferenças regionais mudam um projeto de Belém a Goiânia.