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O Fim do Antigo Egito: A Verdadeira História da Queda dos Faraós

História do Mundo

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O Fim do Antigo Egito: A Verdadeira História da Queda dos Faraós

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O fim do Antigo Egito não aconteceu em um único dia, nem foi obra de um único conquistador. Quando funcionários pagos pelo próprio Estado começaram a saquear as tumbas dos faraós no Vale dos Reis, a civilização que durara três mil anos já estava sendo devorada por dentro. Quase mil anos antes da chegada de Cleópatra ao trono, as primeiras rachaduras desse colapso lento já corroíam o equilíbrio sagrado entre o trono e o templo. A história começa no auge do Novo Império, quando Tutemés III e Amenófis III transformaram o Egito em uma potência imperial, e segue pela revolução religiosa de Aquenáton em Amarna, pela autoglorificação monumental de Ramsés II após a Batalha de Kadesh, pelo assassinato de Ramsés III no harém real, pelo colapso da Idade do Bronze e pela fragmentação líbia que abriu espaço para a Vigésima Segunda Dinastia de Sheshonq I. Depois vieram os reis kushitas vindos de Napata sob Piankhi, a invasão assíria que devastou Tebas, o renascimento saíta, a conquista persa, Alexandre Magno, os Ptolomeus em Alexandria e, finalmente, Cleópatra VII na Batalha de Ácio, em 31 a.C. Mas o Antigo Egito não desapareceu. Transformou-se. O último hieróglifo conhecido foi gravado em Filae no fim do século IV d.C., e a língua egípcia continuou viva no copto das igrejas cristãs. Quando Champollion decifrou a Pedra de Roseta, em 1822, os faraós voltaram a falar pela primeira vez em mais de um milênio. O substrato cultural do Egito segue presente em nosso calendário, na simbologia mediterrânea e nas pirâmides que ainda se erguem sobre Gizé.