02 Onde Nos Perdemos
Weven Handrews
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02 Onde Nos Perdemos
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Weven Handrews
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Ohhh...
Onde foi que nós nos perdemos?
Ohhh...
Quem vai lembrar de nós?
Mesmo país.
Mesma cidade.
Mundos diferentes.
De um lado, luxo.
Do outro, necessidade.
De um lado, escolha.
Do outro, sobrevivência.
E ainda dizem
que todos começaram iguais.
[VERSE 1]
Eu vim de onde a sirene
corta o silêncio da noite.
Onde o sonho é combustível,
mas o medo dá o norte.
Menino vê dinheiro
e pensa que é o caminho.
Mas quem vive essa vida
sabe o preço sozinho.
A televisão vende
uma falsa liberdade.
Arma, corrente, fama,
respeito pelo medo.
Mas ninguém mostra a noite.
Ninguém mostra o enterro.
Ninguém mostra uma mãe
rezando pelo filho.
Crime não é glamour.
É perda e consequência.
É perder liberdade.
É perder a presença.
Do outro lado da cidade,
outro garoto cresce.
Tem escola, proteção,
tem escolha quando erra.
Não é culpa dele
ter nascido com vantagem.
Mas não diga que foi igual
se não conhece a viagem.
Uns tiveram um mapa.
Outros tiveram que improvisar.
Uns puderam errar.
Outros não puderam falhar.
Ohhh...
Onde foi que nós nos perdemos?
Se a cidade é uma só,
por que a vida nunca foi?
Cuidado com as aparências.
Elas enganam demais.
Tem lobo usando terno.
Tem cordeiro pedindo paz.
Uns escondem seus problemas
atrás de muro e segurança.
Outros escondem seus medos
atrás da falsa esperança.
Ohhh...
Onde foi que nós nos perdemos?
Ohhh...
Quem vai lembrar de nós?
Sr. Handrews.
Não vim vender personagem.
Eu vim falar da rua,
do luxo e da margem.
[VERSE 2]
Tem gente vendendo ódio
como se fosse verdade.
Vendendo medo pra criança
chamando isso de liberdade.
Tem gente romantizando
aquilo que destrói.
Sem conhecer o vazio
que uma escolha errada constrói.
A mídia escolhe o ângulo.
Escolhe quem será vilão.
Mostra apenas a arma.
Corta toda a história.
Não mostra o trabalhador
saindo antes do sol.
Nem a mãe fazendo conta
pra alimentar seu filho.
Do alto de um prédio
é fácil julgar quem está embaixo.
É fácil chamar de fraco
quem venceu o próprio cansaço.
Eu não digo que riqueza
é pecado ou corrupção.
Tem gente com dinheiro
e tem gente com coração.
O problema é esquecer
de onde veio a largada.
Chamar tudo de mérito
e esquecer da caminhada.
Uns recebem várias portas
antes mesmo de escolher.
Outros passam uma vida
procurando uma pra abrir.
O filho da favela
merece universidade.
O filho do rico
também merece dignidade.
Não quero guerra de classe.
Quero oportunidade.
O lugar onde você nasce
não devia decidir
até onde seus sonhos
podem chegar.
Pressão pesa, passo passa,
praça cheia, promessa falsa.
Pobre paga, rico passa,
mídia monta a mesma farsa.
Corre, cobra, conta, compra.
Corta o medo, muda a rota.
Quem controla? Quem escolhe?
Quem decide quem suporta?
Pobre pensa, rico investe.
Um resiste, outro cresce.
Regra rígida, renda restrita,
realidade dividida, ninguém explica quem merece.
Same street, same sky,
different doors, different lives.
Rich side, poor side,
tell me who decides?
Money moves, media lies,
power talks, the poor survives.
Black child, bright mind,
still fighting for a fair life.
Sr. Handrews...
você está falando contra os ricos?
Não.
Estou falando contra a cegueira.
Pressure rising, people fighting,
money driving, truth disguising.
Media dividing, minds colliding,
power keeps deciding.
Rich or poor, behind the door,
who gets more, who gets ignored?
Same city, different story,
different struggle, different glory.
Pressure, poverty, politics, pain.
People lose while profits gain.
Young minds follow what they see.
Tell me, is this who we should be?
I feel colder, getting older,
trying hard to keep composure.
Money moves us, fear controls us,
while the world keeps selling hope to us.
I won't choose hate.
I won't choose sides.
I choose humanity.
That's where I stand tonight.
Cuidado com as aparências.
Elas enganam demais.
Tem lobo usando terno.
Tem cordeiro pedindo paz.
Uns escondem seus problemas
atrás de muro e segurança.
Outros escondem seus medos
atrás da falsa esperança.
Ohhh...
Onde foi que nós nos perdemos?
Ohhh...
Quem vai lembrar de nós?
Sr. Handrews.
Não vim vender personagem.
Eu vim falar da rua,
do luxo e da margem.
Eu vejo a favela.
Eu vejo a cobertura.
Vejo uma criança
sonhando com o futuro.
Vejo quem nasceu com tudo
e ainda sente um vazio.
Vejo quem nasceu sem nada
desafiando o frio.
A diferença não é só dinheiro.
É acesso e direção.
Nenhuma conta bancária
compra humanidade.
Ohhh...
Ainda existe esperança.
Ohhh...
Ainda existe nós.
Comunidade.
Condomínio.
Favela.
Cobertura.
Casas diferentes.
Medos diferentes.
Mas o mesmo país.
Talvez a pergunta
nunca tenha sido:
Quem é o culpado?
Talvez seja...
Onde foi que nós nos perdemos?
Ohhhhh...
Sr. Handrews.