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02 Onde Nos Perdemos

Weven Handrews

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02 Onde Nos Perdemos

51 просмотр · 2 недели назад
Weven Handrews
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Ohhh... Onde foi que nós nos perdemos? Ohhh... Quem vai lembrar de nós? Mesmo país. Mesma cidade. Mundos diferentes. De um lado, luxo. Do outro, necessidade. De um lado, escolha. Do outro, sobrevivência. E ainda dizem que todos começaram iguais. [VERSE 1] Eu vim de onde a sirene corta o silêncio da noite. Onde o sonho é combustível, mas o medo dá o norte. Menino vê dinheiro e pensa que é o caminho. Mas quem vive essa vida sabe o preço sozinho. A televisão vende uma falsa liberdade. Arma, corrente, fama, respeito pelo medo. Mas ninguém mostra a noite. Ninguém mostra o enterro. Ninguém mostra uma mãe rezando pelo filho. Crime não é glamour. É perda e consequência. É perder liberdade. É perder a presença. Do outro lado da cidade, outro garoto cresce. Tem escola, proteção, tem escolha quando erra. Não é culpa dele ter nascido com vantagem. Mas não diga que foi igual se não conhece a viagem. Uns tiveram um mapa. Outros tiveram que improvisar. Uns puderam errar. Outros não puderam falhar. Ohhh... Onde foi que nós nos perdemos? Se a cidade é uma só, por que a vida nunca foi? Cuidado com as aparências. Elas enganam demais. Tem lobo usando terno. Tem cordeiro pedindo paz. Uns escondem seus problemas atrás de muro e segurança. Outros escondem seus medos atrás da falsa esperança. Ohhh... Onde foi que nós nos perdemos? Ohhh... Quem vai lembrar de nós? Sr. Handrews. Não vim vender personagem. Eu vim falar da rua, do luxo e da margem. [VERSE 2] Tem gente vendendo ódio como se fosse verdade. Vendendo medo pra criança chamando isso de liberdade. Tem gente romantizando aquilo que destrói. Sem conhecer o vazio que uma escolha errada constrói. A mídia escolhe o ângulo. Escolhe quem será vilão. Mostra apenas a arma. Corta toda a história. Não mostra o trabalhador saindo antes do sol. Nem a mãe fazendo conta pra alimentar seu filho. Do alto de um prédio é fácil julgar quem está embaixo. É fácil chamar de fraco quem venceu o próprio cansaço. Eu não digo que riqueza é pecado ou corrupção. Tem gente com dinheiro e tem gente com coração. O problema é esquecer de onde veio a largada. Chamar tudo de mérito e esquecer da caminhada. Uns recebem várias portas antes mesmo de escolher. Outros passam uma vida procurando uma pra abrir. O filho da favela merece universidade. O filho do rico também merece dignidade. Não quero guerra de classe. Quero oportunidade. O lugar onde você nasce não devia decidir até onde seus sonhos podem chegar. Pressão pesa, passo passa, praça cheia, promessa falsa. Pobre paga, rico passa, mídia monta a mesma farsa. Corre, cobra, conta, compra. Corta o medo, muda a rota. Quem controla? Quem escolhe? Quem decide quem suporta? Pobre pensa, rico investe. Um resiste, outro cresce. Regra rígida, renda restrita, realidade dividida, ninguém explica quem merece. Same street, same sky, different doors, different lives. Rich side, poor side, tell me who decides? Money moves, media lies, power talks, the poor survives. Black child, bright mind, still fighting for a fair life. Sr. Handrews... você está falando contra os ricos? Não. Estou falando contra a cegueira. Pressure rising, people fighting, money driving, truth disguising. Media dividing, minds colliding, power keeps deciding. Rich or poor, behind the door, who gets more, who gets ignored? Same city, different story, different struggle, different glory. Pressure, poverty, politics, pain. People lose while profits gain. Young minds follow what they see. Tell me, is this who we should be? I feel colder, getting older, trying hard to keep composure. Money moves us, fear controls us, while the world keeps selling hope to us. I won't choose hate. I won't choose sides. I choose humanity. That's where I stand tonight. Cuidado com as aparências. Elas enganam demais. Tem lobo usando terno. Tem cordeiro pedindo paz. Uns escondem seus problemas atrás de muro e segurança. Outros escondem seus medos atrás da falsa esperança. Ohhh... Onde foi que nós nos perdemos? Ohhh... Quem vai lembrar de nós? Sr. Handrews. Não vim vender personagem. Eu vim falar da rua, do luxo e da margem. Eu vejo a favela. Eu vejo a cobertura. Vejo uma criança sonhando com o futuro. Vejo quem nasceu com tudo e ainda sente um vazio. Vejo quem nasceu sem nada desafiando o frio. A diferença não é só dinheiro. É acesso e direção. Nenhuma conta bancária compra humanidade. Ohhh... Ainda existe esperança. Ohhh... Ainda existe nós. Comunidade. Condomínio. Favela. Cobertura. Casas diferentes. Medos diferentes. Mas o mesmo país. Talvez a pergunta nunca tenha sido: Quem é o culpado? Talvez seja... Onde foi que nós nos perdemos? Ohhhhh... Sr. Handrews.