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As suas mãos - Silasco

Silas Balego

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As suas mãos - Silasco

44 просмотра · 12 дн. назад
Silas Balego
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Letra: Eu lembro quando era pequeno e segurava sua mão Minha mão dentro da sua, protegida do mundo então Você me levava pela vida sem eu nem perceber E eu achava que pra sempre ia poder ter você Eu cresci, mas algumas coisas nunca mudaram Os anos passaram, mas suas mãos ainda me encontravam Você pegava nas minhas como quem dizia sem falar "Meu filho, enquanto eu estiver aqui, você pode descansar" E eu amava aquilo, mas nunca te contei Talvez eu fosse jovem demais pra entender Que um simples toque podia significar tanto Que um dia eu sentiria falta até desse encanto Eu lembro de você cuidando das suas mãos Do jeito que gostava delas, sempre tão cuidadas E eu ficava olhando sem saber explicar Por que eu gostava tanto de olhar pra elas Hoje eu olho pras minhas e lembro das suas E por alguns segundos parece que você ainda está na minha rua A saudade chega forte, derruba a minha postura Porque tem ferida que o tempo não cura E quando a noite fica fria Eu fecho os olhos pra lembrar Por alguns segundos eu volto pra casa E sinto você me tocar... Mãe, eu sinto falta das suas mãos Do seu toque sobre as minhas Do jeito que você segurava Como se eu ainda fosse sua criança Mãe, eu daria tudo pra voltar Só mais uma vez naquele instante Segurar sua mão bem forte E nunca mais soltar... Eu queria ter sabido que aquele dia era diferente Que algumas despedidas chegam sem avisar a gente Talvez eu tivesse ficado mais um pouco Talvez tivesse dito mais vezes o quanto eu te amo A vida continuou, mas alguma coisa ficou pra trás Tem um pedaço de mim que não encontrou paz Eu sorrio, trabalho, sigo em frente Mas tem dias que a saudade fala mais alto que a gente E eu não quero esquecer nenhum detalhe seu Nem o jeito que sorria, nem tudo que me ensinou Não quero que o tempo apague sua voz Porque enquanto eu lembrar de você, ainda existe um "nós" Você segurou minha mão quando eu não sabia caminhar E eu queria segurar a sua quando chegou sua hora de descansar Mas a vida não perguntou se eu estava preparado Só levou você embora e me deixou do outro lado E isso ainda dói pra caralho, mãe Eu não vou fingir que não Tem noites que eu queria voltar no tempo Só pra sentir sua mão E quando a noite fica fria Eu fecho os olhos pra lembrar Por alguns segundos eu volto pra casa E sinto você me tocar... Mãe, eu sinto falta das suas mãos Do seu toque sobre as minhas Do jeito que você segurava Como se eu ainda fosse sua criança Mãe, eu daria tudo pra voltar Só mais uma vez naquele instante Segurar sua mão bem forte E nunca mais soltar... E se existir algum lugar depois daqui... Quando eu chegar... Não precisa dizer nada. Só estende a sua mão. Eu vou reconhecer. Mesmo depois de tanto tempo... Eu ainda sou seu filho, mesmo tendo crescido Mesmo carregando no peito tudo que tenho vivido E talvez você esteja comigo nas pequenas coisas No jeito que eu amo, no jeito que eu enfrento as escolhas Às vezes eu olho pras minhas mãos e penso Quantas vezes elas estiveram dentro das suas Quantas vezes aquele gesto simples Me protegeu das tempestades dessa vida dura Eu queria poder contar tudo que aconteceu As coisas que conquistei, os erros que cometi Queria ouvir você dizendo que está tudo bem E sentir aquela mão apertando a minha outra vez Mas agora eu tenho que aprender a continuar Carregar sua memória sem deixar a dor me afogar Você me ensinou a caminhar quando eu era pequeno Então vou continuar andando, mesmo sentindo medo Porque talvez amar alguém também seja isso Continuar vivendo mesmo quando parece impossível Levar dentro do peito quem já não pode ficar E transformar saudade em motivo pra continuar Mãe, eu sinto falta das suas mãos Do seu toque sobre as minhas Do jeito que você segurava Como se eu ainda fosse sua criança Mãe, eu daria tudo pra voltar Só mais uma vez naquele instante Segurar sua mão bem forte E dessa vez... Eu não soltar primeiro. Eu ainda lembro das suas mãos... E quando a saudade aperta... Eu fecho os olhos. Porque por alguns segundos... Eu ainda sinto você aqui. Mãe... Eu nunca soltei sua mão de verdade.