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Visões da minha varanda em Santa Cruz

Saúde Mental, Natureza e Vida Selvagem

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Visões da minha varanda em Santa Cruz

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Saúde Mental, Natureza e Vida Selvagem
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Diz o provérbio popular “Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha”. Maomé disse ao seu povo que iria chamar uma montanha até si e, do seu cimo, oferecer as suas preces aos observadores da sua lei. O povo reuniu-se para ver tal feito. Chamou, repetidamente, a montanha e como esta permaneceu imóvel, em vez de se mostrar abalado, disse “Se a montanha não vem até Maomé, vai Maomé à montanha”. Disto conclui-se que quando não pudemos fazer o planeado, o melhor é ter a iniciativa para fazer adaptações possíveis. Para o mês de Agosto planeei fazer deslocações pela zona do Oeste para fotografar aves. Como, inesperadamente, tive que ficar em casa resolvi atraí-las, assim como alguns mamíferos, para o alcance da minha objetiva. Assim, sentado, confortavelmente, nas minhas varandas, tive a oportunidade de observar o Pardal comum (Passer domesticus), a Fuinha dos juncos (Cisticola jundicis), o Cartaxo comum (Saxicola rubicola), o Bico de lacre (Estrilda astrild), o Melro preto (Turdus merola), o Pombo comum (Columba livia), a Gaivota de patas amarelas (Larus michahellis), o Estorninho preto (Sturnus unicolor), o Peneireiro de dorso malhado (Falco tinnunculus), a Poupa (Upupa epops) e um casal de Pegas de bico preto (Pica hudsonia). Todos estes perseguidos pela gata da minha filha, a Leia, e o seu arquirrival, o gato preto e banco, sempre observados atentamente pelos cães do meu vizinho, o paciente Boris, e o agitado e irrequieto Scott. Documentei também o comportamento bizarro do Humano (Homo sapiens) que mesmo a correr nas falésias junto ao mar não dispensa o telefone inteligente. Disfrutei dos diversos barcos de pesca e de recreio que navegavam, do eclipse solar no dia 12 de Agosto