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🏇 "Retintin" 🏇 Francisco Canaro e sua orquestra - 78rpm gravado em 1927 tocando no gramofone!

PKamargo

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🏇 "Retintin" 🏇 Francisco Canaro e sua orquestra - 78rpm gravado em 1927 tocando no gramofone!

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Compartilhando minha coleção de discos 78rpm tocados no gramofone. Seleção de hoje: "Retintin" Gênero: tango Autor: Eduardo Arolas Interpretação: Francisco Canaro e sua orquestra típica A seleção de hoje traz Francisco Canaro interpretando "Retintin", em matriz gravada em 20 de agosto de 1927, gravação realizada em Buenos Aires, nos estúdios da Max Glücksmann (representante da Odeon na Argentina). Naquele ano ela foi enviada ao Brasil para ser prensada pela Casa Edison (fábrica da Odeon no Rio de Janeiro) para abastecer o mercado nacional ávido pelos tangos portenhos. No início da década de 1950 essa mesma matriz foi usada para prensar novas cópias para p mercado brasileiro. O disco apresentado hoje corresponde a essa nova prensagem da matriz gravada em 1927. O tango instrumental "Retintín" é uma composição clássica de Eduardo Arolas (conhecido como "El tigre del bandoneón"), criada originalmente em 1913. É um tango da "Velha Guarda" (Guardia Vieja), com aquele ritmo marcado, sincopado e rústico, bem característico das primeiras décadas do gênero. Canaro faz uma leitura primorosa em 1927, equilibrando perfeitamente o balanço dos bandoneões com o violino (que ele mesmo costumava tocar regendo a orquestra). O universo do tango naqueles primeiros anos (a chamada Guardia Vieja) era puro suco de boemia, hipódromos, cabarés e malandragem portenha. Originalmente, Eduardo Arolas batizou a música de "¡Qué hacés, qué hacés, che Rafael!" em homenagem ao seu grande amigo e violinista da orquestra, Rafael Tuegols. Nas apresentações ao vivo dos anos 1910, a orquestra inteira costumava berrar esse refrão no meio da execução musical, mas era apenas um bordão, não uma letra completa. O nome mudou para "Retintín" em homenagem a um cavalo de corrida vencedor de um hipódromo portenho. Mudar o título de uma música para homenagear um cavalo era a coisa mais normal do mundo para os compositores da época... Carlos Gardel era um fanático incurável pelo turfe (as corridas de cavalo) e gastava pequenas fortunas no Hipódromo de Palermo. O maestro Francisco Canaro também era frequentador assíduo das tribunas e adorava apostar. Eduardo Arolas, o compositor de "Retintín", vivia enfiado nesse mesmo circuito boêmio de Buenos Aires. Quando o cavalo "Retintín" ganhou uma corrida importante (e provavelmente rendeu uma bela grana em apostas para o compositor ou para os donos dos cabarés onde eles tocavam), a homenagem foi sacramentada na partitura, deixando o pobre do violinista Rafael Tuegols em segundo plano. Disco Odeon 2551-B, matriz C 9347. Gravado em 20/08/1927 em Buenos Aires, relançado no Brasil em 1951.