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A VIDA ESTÁ ASSIM, MEU KOTA

PÓ E PÉTALA

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A VIDA ESTÁ ASSIM, MEU KOTA

238 просмотров · 5 дней назад
PÓ E PÉTALA
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🎶 Título: “A Vida Está Assim, Meu Kota” Género: Semba tradicional angolano • Ritmo dançante • Letra popular, satírica e emotiva [Introdução — falado, com voz de kota] Eh, Angola! Meu kota, como é que estamos? A vida não está fácil, mas também não vamos chorar todos os dias! Põe só o funge no fogo, prepara a kissangua… Que amanhã tem luta outra vez! [Verso 1] Cinco da manhã, já toca o despertador, A mãe levanta cedo, pede a Deus Nosso Senhor. O pai saiu de casa sem saber quando vai voltar, E o filho pergunta: “Mamã, hoje vamos almoçar?” Na paragem é confusão, todo mundo quer entrar, O cobrador grita: “Vai fechar, não vamos esperar!” Um empurra, outro reclama, outro perdeu o chinelo, E o candongueiro vai voando, parece que tem duelo! [Refrão — bem dançante, com coro] Ai, ai, ai, Angola minha! A vida está difícil, mas ninguém caminha sozinho. Ai, ai, ai, meu povo querido, Com pouco no bolso, mas coração atrevido! Dança, meu kota, deixa a tristeza passar, Amanhã é outro dia, vamos continuar! Eh, Angola, Angola, minha terra de amor, Mesmo no meio da luta, o povo não perde o humor! [Verso 2] Chegou o fim do mês, o salário já caiu, Pagou água, luz e renda, olha só, já sumiu! A lista do mercado parece lista de casamento, O preço do tomate quase provoca sofrimento. A gasosa está cara, o peixe também subiu, A senhora olha para o bolso: “Quem foi que me mentiu?” O vizinho pede açúcar, o primo pede dinheiro, E aquele que está desempregado diz: “Kota, sou teu parceiro!” [Refrão] Ai, ai, ai, Angola minha! A vida está difícil, mas ninguém caminha sozinho. Ai, ai, ai, meu povo querido, Com pouco no bolso, mas coração atrevido! Dança, meu kota, deixa a tristeza passar, Amanhã é outro dia, vamos continuar! [Verso 3 — humor e crítica social] Na segunda é reunião, na terça é formação, Na quarta pedem relatório, na quinta apresentação. Na sexta o chefe pergunta: “Então, como está o trabalho?” E tu respondes com sorriso, escondendo o embaraço. O jovem tem diploma, tem vontade de vencer, Mas manda tantos currículos que já se esqueceu de escrever! A tia diz: “Tem paciência, meu filho, vai aparecer!” E o tio responde: “Com paciência, também temos de comer!” [Ponte — mais sentimental, com guitarra suave] Mas olha para a mamã, com as mãos cheias de calos, Que transformou pouco pão em tantos bons bocados. Olha para o papá, que esconde a preocupação, Para não deixar os filhos verem a dor no coração. Somos filhos desta terra, temos força para lutar, Mesmo quando falta tudo, ainda encontramos como amar. E se a vida nos aperta, não deixamos de sorrir, Porque o povo angolano nasceu também para resistir! [Refrão final — coro forte, palmas e dikanza] Ai, ai, ai, Angola minha! Da Maianga ao Sambizanga, ninguém dança como a nossa gente! Ai, ai, ai, meu povo querido, Na alegria e na tristeza, estamos sempre unidos! Dança, meu kota, bate a palma na mão, Semba é a nossa história, é cultura e tradição! Eh, Angola, Angola, minha terra de amor, O povo sofre, o povo luta, mas não perde o seu valor! [Final — falado, com humor] Eh, meu kota, amanhã tem trabalho! Quem tem candongueiro, acorda cedo! Quem tem chefe, não chega atrasado! E quem recebeu salário… Esconde só um bocadinho antes que a família descubra! Eh, Angola! Toca o semba! 🇦🇴 Ass.: Flor sem Nada