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VIANNA DA MOTTA - BALADA in A MAJOR, OP. 16 (1905)

Lusofolias

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VIANNA DA MOTTA - BALADA in A MAJOR, OP. 16 (1905)

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VIANNA DA MOTTA - BALADA (LÁ MAIOR) , Op. 16 (1905) António Rosado, piano A Balada Op.16 baseia-se em dois temas portugueses : "Tricana da Aldeia" e "Ave Maria". A importância que Vianna da Motta lhe atribuía fica demonstrada numa carta a Luís Costa, data de 1921; nela pode ler-se « Quanto à peça para piano, a que mais interessa é a Balada». Personalidade culta, estudiosa e atenta à realidade do seu tempo, Vianna da Motta cultivou o aprofundamento intelectual e o estudo sério e rigoroso quer da música quer da Filosofia, da História ou da Estética. Os seus escritos sobre Beethoven e Wagner consagraram-no, muito justamente, como uma autoridade europeia sobre os músicos alemães. O prestígio de Vianna da Motta foi único nos meios europeus cultos. Aluno de Franz Liszt e Hans von Buelow, contactou com Busoni ou Carl Schaeffer, a quem, por exemplo, dedicou o seu Concerto para piano e ainda com os membros da família de Richard Wagner. Transcreve-se o testemunho do maestro Pedro de Freitas Branco no livro « Vianna da Motta - In memoriam - Non sine altera» : « Felizes os que o conheceram... Quanto a mim, a sua memória, a sua saudade são bens que guardo preciosamente, inclinando-me ante este vulto que domina de alto a sua época e cujo nome passará, obrigatoriamente, a figurar na vanguarda dos que interessam, não só a História da Música e da Arte, mas a História da Civilização em Portugal». Vianna da Motta, numa carta a Luís Costa, datada de 08.X.1932, referiu que «Non sine altera» era o seu ex-libris, ladeado por uma coroa de espinhos enlaçada numa coroa de louros; nas palavras do insigne músico, « esta é a divisa de qualquer artista».