5. OS DISCÍPULOS | As primeiras instruções de Jesus aos doze apóstolos
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5. OS DISCÍPULOS | As primeiras instruções de Jesus aos doze apóstolos
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Jesus já reunia multidões ao redor de sua palavra, mas chega o momento de formar um grupo menor de companheiros que participaria diretamente de sua missão.
Pedro, André, Filipe, Tiago, João, Levi, Tadeu, Tomé, Bartolomeu, Simão, Judas e os demais discípulos eram homens simples, com histórias e temperamentos diferentes.
E ainda estavam aprendendo.
Discutiam entre si.
Queriam saber quem seria o maior no Reino de Deus.
Comparavam conhecimentos.
Carregavam expectativas, vaidades e limitações profundamente humanas.
É justamente a esses homens que Jesus entrega as primeiras orientações para o grande apostolado.
Neste estudo do capítulo “Os Discípulos”, acompanhamos um dos momentos mais importantes da preparação dos doze.
Jesus lhes ensina que o caminho do discípulo não seria o dos interesses fáceis.
Eles deveriam procurar os aflitos, os que se sentiam perdidos, os que carregavam o coração angustiado.
Deveriam consolar, esclarecer, levantar e repartir gratuitamente aquilo que gratuitamente haviam recebido.
Também precisariam aprender a não transformar o Evangelho em disputa.
Nem todos aceitariam sua palavra.
Nem todas as portas permaneceriam abertas.
E, quando fossem rejeitados, deveriam seguir adiante sem conservar rancor no coração.
Jesus lhes recomenda a simplicidade das pombas e a prudência das serpentes, mostrando que bondade não significa ingenuidade e que o verdadeiro discípulo precisa unir sinceridade, discernimento e coragem.
O Mestre não esconde as dificuldades.
Fala de perseguições, humilhações, incompreensões e provas.
Mas oferece algo maior que a promessa de uma vida sem problemas:
a certeza de que não caminhariam sozinhos.
Por isso, uma das palavras fundamentais deste capítulo é perseverança.
Não basta começar com entusiasmo.
É preciso continuar quando surgem as dificuldades.
É preciso permanecer fiel ao bem mesmo quando não existe reconhecimento, facilidade ou aprovação.
E então, no final do capítulo, surge uma pequena bolsa.
Judas Iscariotes observa que a obra também precisaria de recursos materiais e propõe uma coleta entre os discípulos.
Jesus não condena o dinheiro.
Reconhece que, quando está nas mãos de quem sabe dominá-lo, ele pode ser um instrumento útil.
Mas faz uma advertência decisiva:
o recurso deve permanecer como instrumento e nunca ocupar o lugar daquilo que realmente sustenta a obra.
Quando Judas apresenta satisfeito a pequena bolsa, Jesus responde:
“Sim, Judas, a bolsa é pequenina; contudo, permita Deus que nunca sucumbas ao seu peso!”
Uma frase que encerra o capítulo com uma reflexão profunda.
Porque algumas coisas chegam às nossas mãos parecendo leves, mas podem tornar-se muito pesadas quando passam a ocupar espaço demais em nosso coração.
Ser discípulo, portanto, não significa apenas ouvir Jesus.
Significa aprender a viver aquilo que ele ensina.
Com simplicidade.
Com prudência.
Com coragem.
Com perseverança.
Com desapego.
E, acima de tudo, permitindo que a Boa Nova transforme primeiro aquele que deseja levá-la aos outros.
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